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Inovações para o setor canavieiro: Massey Ferguson apresenta soluções completas na Agrishow 2025
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A Massey Ferguson, líder no mercado agrícola brasileiro, marcará presença na Agrishow 2025, que ocorrerá de 28 de abril a 2 de maio em Ribeirão Preto (SP), com um portfólio de soluções integradas para o setor canavieiro. A empresa destaca maquinários inovadores que atendem a todas as etapas da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, desde o preparo do solo até o manejo da palha pós-colheita, sempre com foco na eficiência, redução de custos e práticas sustentáveis.
De acordo com Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson, “Nossa participação na Agrishow reforça nosso compromisso com o agronegócio brasileiro, oferecendo tecnologias que atendem a todos os perfis de produtores, da agricultura familiar à de grande escala, com foco na produtividade e sustentabilidade”. Ele destaca que a marca traz soluções inovadoras que vão desde o aumento de produtividade até a contribuição para a evolução do setor.
Tratores e pulverizadores para otimização da produção
Entre os principais destaques, está o trator MF 6700, especialmente desenvolvido para as necessidades do setor canavieiro, como o cultivo e a adubação. Equipado com motor AGCO Power de quatro cilindros e gerenciamento eletrônico, o modelo oferece uma redução de até 10% no consumo de combustível.
Outro modelo em evidência é o MF 7300, ideal para o transbordo agrícola, etapa crucial em que a cana-de-açúcar é transferida para carretas, sem interrupções no processo de colheita. Este trator proporciona uma economia de combustível de até 11% e diminui o tráfego de caminhões, o que contribui para a redução da compactação do solo.
O MF 7700 também se destaca por sua versatilidade, sendo capaz de atuar tanto no preparo do solo e plantio quanto no transbordo de cargas maiores. Equipado com motor AGCO Power de seis cilindros e sistema hidráulico de três pontos, o trator pode aumentar a produtividade em até 15%, enquanto reduz o consumo de combustível na mesma proporção.
Para quem busca maior potência, o trator MF 8S é ideal. Com potência de até 305 cv, o modelo foi projetado para operar com implementos agrícolas de grande porte, como arados de aiveca e grades pesadas. A cabine é equipada com o sistema exclusivo Protect-U, que isola o operador de ruídos, calor e vibrações, proporcionando maior conforto e um ambiente de trabalho silencioso.
Tecnologia e sustentabilidade no manejo da cana
A Massey Ferguson também apresenta o pulverizador MF 500R, versão canavieira, que se destaca pela barra de 24 metros dobrável e pela capacidade de aplicação direcionada de defensivos agrícolas, minimizando o impacto ambiental e proporcionando maior eficiência. Com o sistema LiquidLogic®, o modelo recupera o produto do sistema de pulverização após cada aplicação, promovendo sustentabilidade e economia.
A nova enfardadora MF 2234 prismática é outro lançamento que promete otimizar o manejo da palha da cana. Com capacidade para compactar fardos gigantes de até 3 metros de comprimento, o modelo facilita o transporte e armazenamento da biomassa, além de contribuir para a geração de energia limpa. A tecnologia embarcada permite ajustes automáticos no tamanho e compactação dos fardos, o que torna o processo mais eficiente e reduz perdas.
Inovações na pulverização e plantio
A nova barra do pulverizador MF 500R, desenvolvida com uma combinação de aço, alumínio e fibra de carbono, promete maior resistência, redução de peso e aumento da estabilidade. A tecnologia OptiPulse permite o controle individual do tamanho das gotas, reduzindo a deriva e evitando sobreposições. Além disso, o sistema de injeção direta elimina a necessidade de pré-mistura, garantindo maior eficiência operacional.
No segmento de colheita, a MF 6690 HD oferece maior desempenho em terrenos com relevos acidentados. Com transmissão Heavy Duty, a colheitadeira proporciona uma capacidade de rampa até 25% superior, além de permitir a utilização de plataforma draper de 25 pés, reduzindo perdas de grãos e melhorando a qualidade de corte.
A solução de plantio composta pelo trator MF 8S e a plantadeira Momentum é ideal para terrenos irregulares. A plantadeira distribui o peso de maneira uniforme, garantindo um plantio de alta performance e reduzindo em até 50% o desperdício de fertilizantes.
Financiamento facilitado para produtores
Para facilitar a aquisição de máquinas agrícolas, a Massey Ferguson oferece condições especiais de financiamento por meio do AGCO Finance, banco de fábrica da marca. Além disso, o Consórcio Nacional Massey Ferguson proporciona a possibilidade de compra planejada, sem juros e com prazos de até 120 meses.
Com essas inovações, a Massey Ferguson reafirma sua posição de liderança no mercado agrícola brasileiro, oferecendo soluções tecnológicas que atendem às necessidades do setor canavieiro, promovendo a eficiência, a sustentabilidade e a competitividade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro


