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Inpasa inaugura exportação de DDGS para a China e amplia presença global no mercado de nutrição animal

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Primeiro embarque de DDGS brasileiro tem como destino o mercado chinês

A Inpasa, maior biorrefinaria de grãos da América Latina, inicia uma nova fase no comércio internacional com o envio de sua primeira carga de DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis) à China. O produto, utilizado como ingrediente proteico na nutrição animal, será embarcado na próxima semana pelo Porto de Imbituba (SC). A operação envolve aproximadamente 62 mil toneladas do insumo, marcando a abertura de uma nova rota comercial entre Brasil e China.

Inpasa consolida liderança e qualidade na produção de DDGS

Com produção anual de 3,3 milhões de toneladas, a Inpasa é atualmente a maior exportadora brasileira de DDGS, operando com padrões internacionais de qualidade e infraestrutura tecnológica avançada. A empresa mantém laboratórios próprios para análises diárias e protocolos rigorosos de controle, assegurando rastreabilidade, segurança e consistência nutricional.

O DDGS Inpasa é reconhecido por sua alta digestibilidade e 32% de proteína, livre de antibióticos, enxofre, contaminantes e antioxidantes. O produto é indicado para diversas espécies — como bovinos, suínos, aves, equinos, ovinos, caprinos, peixes e pets —, ampliando sua relevância no setor global de nutrição animal.

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Brasil e China fortalecem parceria no agronegócio

A exportação representa o início oficial das vendas brasileiras de DDGS ao mercado chinês, um dos maiores consumidores de proteína do mundo. O acordo que autorizou o envio do ingrediente foi firmado em maio de 2025, e, em janeiro de 2026, a Inpasa tornou-se a primeira empresa brasileira habilitada a exportar o produto ao país asiático.

A conquista é resultado de um trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola, a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores e o setor privado, seguindo todas as exigências técnicas definidas pelas autoridades chinesas.

“Confiança e padrão internacional”, destaca Inpasa

De acordo com Renato Zicardi, diretor de Trading Internacional da companhia, a habilitação para exportar à China reforça o reconhecimento global da marca:

“A confiança conquistada vem de um processo técnico rigoroso e de qualidade. A China é um dos mercados mais exigentes do mundo, e estar presente nesse destino comprova nossa capacidade de operar com excelência e aderência total aos padrões internacionais”, afirmou.

Modelo Food + Fuel reforça compromisso com sustentabilidade

A Inpasa adota o modelo Food + Fuel, que combina a produção de energia renovável e alimentos na mesma área agrícola e dentro do mesmo ano-safra. A estratégia aumenta a eficiência no uso da terra, mantém a produtividade e contribui para o desenvolvimento econômico regional, alinhando-se às metas de descarbonização e sustentabilidade da companhia.

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Expansão global e consolidação de mercado

Para Gustavo Mariano, vice-presidente de Trading da Inpasa, a entrada no mercado chinês representa um marco estratégico na trajetória da empresa:

“A abertura desse novo destino é um passo importante em nossa expansão internacional. Exportar para um mercado tão exigente reforça nossa robustez operacional e a confiança dos clientes na qualidade dos nossos produtos”, destacou.

Com essa operação, o DDGS da Inpasa passa a integrar de forma ainda mais ampla as cadeias globais de nutrição animal, contribuindo diretamente para a produção sustentável de carne, leite e ovos em escala mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Santa Catarina consolida 5º maior agronegócio do Brasil e lidera agroindustrialização nacional, aponta estudo da FACISC

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Santa Catarina reforçou sua posição entre os principais protagonistas do agronegócio brasileiro. Dados inéditos do Mapa do Agro Catarinense 2026, divulgado pela FACISC, mostram que o estado ocupa atualmente a quinta colocação entre os maiores agronegócios do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira (28), em Florianópolis, e aponta que o agronegócio catarinense movimenta cerca de R$ 144 bilhões, equivalente a 6% de toda a produção agropecuária nacional. O setor responde por 35% da economia estadual, reúne aproximadamente 470 mil empresas, gera 1,6 milhão de empregos e contribui com R$ 12 bilhões em arrecadação.

Segundo o presidente da FACISC, Elson Otto, o desempenho catarinense ganha ainda mais relevância diante da comparação com estados de maior extensão territorial e agrícola.

“O estado disputa espaço com gigantes do agronegócio brasileiro e se destaca pela força da agroindústria, pela produtividade e pela capacidade empreendedora do produtor rural catarinense”, afirmou.

Santa Catarina lidera agroindustrialização no Brasil

Um dos principais diferenciais apontados pelo estudo é o elevado nível de industrialização do agro catarinense. Santa Catarina possui hoje a maior participação da agroindústria entre os principais estados produtores do país.

Enquanto outras regiões concentram grande parte da força econômica na produção primária, Santa Catarina tem 40% do agronegócio diretamente ligado à indústria de transformação, agregando valor à produção rural.

De acordo com o diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, o modelo catarinense fortalece a competitividade do setor.

“O estado construiu uma cadeia baseada em industrialização, exportação, tecnologia e geração de empregos. Isso torna o agronegócio mais diversificado e resiliente frente às oscilações do mercado”, destacou.

O estudo também revela que Santa Catarina possui a sexta maior força de trabalho do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Na última década, o número de empregos cresceu 19%, terceiro maior avanço do país.

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Quando o indicador é proporcional à população, o estado lidera o ranking nacional, com 195 trabalhadores do agro para cada mil habitantes.

Estado lidera produção nacional em 12 segmentos

O Mapa do Agro Catarinense 2026 evidencia a liderança do estado em diferentes cadeias produtivas estratégicas. Santa Catarina responde atualmente por:

  • 50% da produção brasileira de maçã;
  • 23% da produção nacional de carne suína;
  • 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
  • 44% das conservas de peixe;
  • 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.

Além das cadeias tradicionais, o estado também amplia participação em segmentos de maior valor agregado, como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e indústria têxtil.

Exportações do agro catarinense batem recorde

O comércio exterior também aparece como um dos pilares da expansão do setor. Santa Catarina encerrou 2025 com recorde histórico de US$ 8,4 bilhões em exportações do agronegócio.

O estado ocupa a oitava posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores nacionais quando considerada apenas a agroindústria.

Mesmo diante de desafios internacionais, como tarifas impostas pelos Estados Unidos e embargos chineses sobre proteínas animais, o agronegócio catarinense ampliou presença em mercados estratégicos da América do Sul, Oriente Médio, Europa, África e Oceania.

Santa Catarina também se destaca como um dos principais polos importadores do setor, com US$ 7,3 bilhões em compras internacionais, principalmente de fertilizantes e insumos industriais. O estado responde por cerca de 13% das importações nacionais desses produtos.

Para a economista da FACISC, Mariana Guedes, a diversidade produtiva explica parte da competitividade catarinense.

“O diferencial está na capacidade de industrialização e na variedade de cadeias produtivas presentes em todas as regiões do estado, permitindo atender mercados exigentes e diferentes ciclos econômicos simultaneamente”, avaliou.

Tecnologia fortalece competitividade no campo

O avanço tecnológico também ganha espaço no estudo. Santa Catarina possui atualmente 85 startups agtechs e ocupa a sétima posição nacional no segmento.

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No recorte específico de empresas desenvolvedoras de softwares voltados ao agronegócio, o estado sobe para a quarta posição no país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

O ecossistema de inovação está distribuído em diferentes regiões catarinenses, com destaque para Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages e Joinville.

Segundo a FACISC, o crescimento das agtechs está diretamente ligado à capacidade de desenvolver soluções práticas para aumentar produtividade, eficiência e sustentabilidade no campo.

Logística e clima seguem como desafios

Apesar do desempenho recorde, o estudo alerta para gargalos estruturais que ainda limitam o crescimento do agronegócio catarinense.

Eventos climáticos extremos, custos elevados de produção e dificuldades logísticas provocaram perda de competitividade em algumas culturas, como cebola, alho, milho, tomate, uva e pêssego.

A entidade também defende maior investimento em infraestrutura, inovação logística, acessibilidade a insumos biotecnológicos e políticas de apoio ao pequeno produtor rural.

Mesmo diante desses desafios, o estudo aponta que Santa Catarina mantém potencial de crescimento acima da média nacional, sustentado pela diversidade produtiva e pela forte presença da agroindústria.

“Mesmo com limitações estruturais e climáticas, Santa Catarina segue ampliando produção, empregos e exportações. O estado ainda possui amplo espaço para crescer com investimentos em logística, infraestrutura e inovação”, concluiu Lenoir Broch.

Mapa do Agro Catarinense 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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