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inpEV amplia coprocessamento e reduz incineração de embalagens no Sistema Campo Limpo em 2025
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O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) intensificou em 2025 suas ações voltadas à sustentabilidade e à ampliação de tecnologias para destinação ambientalmente correta de embalagens de defensivos agrícolas. Entre os principais avanços está a expansão do coprocessamento, alternativa que transforma resíduos em energia e reduz a necessidade de incineração.
Avanço da economia circular no Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo mantém um dos maiores programas de logística reversa do mundo no setor agrícola. Atualmente, 100% das embalagens vazias devolvidas são destinadas de forma ambientalmente adequada, sendo que cerca de 92% seguem para reciclagem, consolidando o Brasil como referência internacional em economia circular no agronegócio.
Dentro desse sistema, o coprocessamento ganhou maior relevância em 2025, com o encaminhamento de 594 toneladas de materiais para a Fundação Proamb, em Bento Gonçalves (RS), parceira do inpEV no processo.
Coprocessamento transforma resíduos em energia
O coprocessamento é uma tecnologia que converte resíduos sólidos em combustível derivado de resíduos (CDR), utilizado em cimenteiras como substituto parcial do coque de petróleo em fornos industriais.
Segundo o diretor-presidente do inpEV, Marcelo Okamura, a solução contribui diretamente para a redução de impactos ambientais.
“O coprocessamento permite que resíduos sem viabilidade atual de reciclagem sejam aproveitados energeticamente de forma mais sustentável, reduzindo o uso de combustíveis fósseis e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa”, explica.
Além da recuperação energética, o processo também aproveita o potencial mineral de parte dos materiais, incorporando-os à produção de cimento e reduzindo a demanda por recursos naturais.
Parceria reforça inovação e sustentabilidade
A Fundação Proamb destaca que a ampliação do coprocessamento representa um avanço importante na gestão de resíduos do setor agrícola.
“Essa parceria reforça nosso compromisso com a inovação e com soluções que aproximem o agronegócio de modelos mais modernos de gestão de resíduos”, afirma Diego Tarragó, consultor de Engenharia e Novos Negócios da instituição.
Estratégia de longo prazo e redução da incineração
A iniciativa faz parte da estratégia contínua do inpEV de ampliar soluções alinhadas à economia circular, com foco na redução progressiva da incineração de resíduos.
De acordo com Okamura, o instituto trabalha para expandir alternativas tecnológicas e operacionais no sistema.
“Buscamos continuamente reduzir, gradativamente, a proporção de resíduos destinados à incineração”, destaca.
Diálogo com o setor e avanço regulatório
Para acelerar o uso do coprocessamento no país, o Sistema Campo Limpo mantém diálogo constante com órgãos públicos e entidades do setor produtivo. O objetivo é aprimorar marcos regulatórios e ampliar a adoção de práticas sustentáveis na destinação de embalagens agrícolas.
Com isso, o inpEV reforça seu papel como protagonista na agenda de sustentabilidade do agronegócio brasileiro, promovendo inovação, eficiência e responsabilidade ambiental em toda a cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA debate produção sustentável de tilápia no reservatório de Itaipu e avanço da cooperação com o Paraguai
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou nesta quinta-feira (3), em Foz do Iguaçu (PR), do workshop “Desenvolvimento Sustentável da Tilapicultura no Reservatório de Itaipu”. O encontro reuniu autoridades do Brasil e do Paraguai para discutir o potencial produtivo do reservatório e o avanço da cooperação bilateral para o desenvolvimento sustentável da atividade. O encontro contou também com a participação do ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Paraguai, Rolando de Barros Barreto.
Durante o evento, Edipo destacou o potencial produtivo do reservatório, que possui capacidade de suporte estimada em até 400 mil toneladas de tilápia, e ressaltou a importância de avançar na construção de um modelo de produção sustentável. Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor mundial da espécie. Para Edipo, o avanço do acordo entre os dois países poderá ampliar a produção brasileira e fortalecer a participação do país no mercado internacional.
“Estamos trabalhando com a maior celeridade para avançar nas questões diplomáticas, principalmente as que envolvem o acordo”, afirmou o ministro. Ele também destacou a importância de aproveitar o momento para construir, de forma conjunta, o modelo de produção e uso sustentável do reservatório.
Semana do Pescado
Durante o workshop, Edipo também reforçou a importância da Semana do Pescado, realizada até 15 de setembro. A iniciativa busca incentivar o consumo de pescado e ampliar a presença dessa proteína na alimentação dos brasileiros ao longo do ano.
O ministro salientou que o país ainda concentra o consumo em períodos específicos, como a Semana Santa e o Natal, e defendeu a ampliação desse hábito. “Do dia 1º de setembro ao dia 15 de setembro, está ocorrendo a Semana do Pescado, a gente precisa cada vez mais universalizar o consumo dessa proteína”, destacou.
Edipo também ressaltou a relação entre o consumo de pescado, a saúde e a sustentabilidade ambiental. Segundo ele, o fortalecimento da aquicultura é estratégico para ampliar a oferta de alimentos diante do crescimento da demanda e reduzir a pressão sobre os recursos pesqueiros naturais.
O ministro destacou ainda a relevância da tilápia para a aquicultura brasileira. De acordo com os dados apresentados durante o workshop, a espécie representa cerca de 75% da produção aquícola comercial do país, enquanto as espécies nativas correspondem a aproximadamente 20%.
Reunião bilateral
Após o workshop, os ministros Edipo Araujo e Rolando de Barros Barreto realizaram uma reunião bilateral, dando continuidade às discussões sobre a cooperação entre Brasil e Paraguai e às tratativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável da tilapicultura no reservatório de Itaipu.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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