BRASIL
Parque Nacional da Serra dos Órgãos: santuário de montanhas, cachoeiras e biodiversidade no estado do Rio de Janeiro
BRASIL
Encravado entre as imponentes montanhas da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é um dos destinos mais atrativos do país para quem busca ecoturismo e aventura. Dividida entre os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé, a unidade protege um total de 19.855 hectares, preservando a paisagem e a biodiversidade da Serra do Mar, no território fluminense.
Criado em 1939, trata-se do terceiro parque nacional mais antigo do Brasil, representando um marco fundamental na história das unidades de conservação ambiental nacionais. Além da relevância histórica, o destino é um dos melhores locais do território brasileiro para a prática de esportes de montanha, reunindo opções de caminhada, escalada, rapel e banhos em cachoeiras e piscinas naturais.
Para os amantes do trekking, as caminhadas de longa duração, o parque ostenta a maior rede de trilhas do Brasil, somando mais de 200 quilômetros de percursos com todos os níveis de dificuldade. As opções vão desde a trilha suspensa, acessível a cadeirantes, até a Travessia Petrópolis-Teresópolis, um clássico do ramo, com 30 km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.
A unidade também é considerada a capital do montanhismo brasileiro. Entre as centenas de vias de escalada disponíveis – que atendem de iniciantes a praticantes de subida em paredões – destacam-se a Agulha do Diabo e o lendário Dedo de Deus, pico que é tido como o marco inicial da escalada no país.
Toda essa imponência rochosa é cercada por uma riqueza natural sem igual. O parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, além de 462 espécies de aves, 100 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis. Esse refúgio de vida silvestre protege 130 animais ameaçados de extinção e diversas espécies que só existem nessa região do planeta.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é a Região Serrana do Rio de Janeiro. Partindo da capital fluminense, o acesso às sedes da unidade de Teresópolis e Guapimirim é feito principalmente pela rodovia BR-116. Já o acesso à sede de Petrópolis pode ser feito pela BR-040, seguindo em direção ao distrito de Corrêas.
Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o acesso de veículos se restringe às áreas administrativas e às portarias. A exploração dos atrativos é feita a pé ou por meio de caminhadas e escaladas orientadas, garantindo a segurança dos visitantes e a preservação do patrimônio.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Conheça o Caminho dos Veadeiros, uma travessia pelo coração do Cerrado
No coração do Brasil, um trajeto se desenha: o Caminho dos Veadeiros, uma trilha regional idealizada para as modalidades de caminhada e bicicleta, cruza o Cerrado interligando os municípios de Formosa e Cavalcante, em Goiás. A rota, estruturada para conduzir o viajante a locais de valor histórico e de beleza inquestionável, integra oficialmente o Caminho dos Goyazes, rede de trilhas que conecta diferentes regiões e destinos turísticos de Goiás.
Inserida no contorno da tradicional pegada de bota, a sinalização amarela e preta traz elementos exclusivos da região: os galhos tortuosos do Cerrado representam a flora, o veado ilustra a fauna, o clássico Morro da Baleia compõe a paisagem, enquanto uma barraca de camping aponta a direção a ser seguida.
O traçado
A estruturação do percurso é dividida em quatro setores que, somados, atingem uma distância de 1.212 quilômetros, exigindo cerca de 20 dias para a realização completa. As rotas se ramificam entre um traçado focado em trekking, com 483 quilômetros, e duas vias desenhadas especificamente para o cicloturismo, ambas superando a marca de 400 quilômetros.
A grande linha mestra de todo o roteiro é a imponente Serra Geral do Paranã. Durante a travessia, os viajantes são presenteados com vistas panorâmicas, rios cristalinos, cânions e cachoeiras.
Experiência
Ao longo da jornada, o visitante é convidado a mergulhar na biodiversidade nativa, ao cruzar sete municípios goianos – Formosa, Planaltina de Goiás, Água Fria de Goiás, São João d’Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul e Cavalcante – e importantes áreas de proteção, englobando a Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central, o Parque Municipal do Itiquira, o consagrado Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e a APA do Pouso Alto.
Entre as experiências, o viajante tem a oportunidade de se maravilhar com a observação de aves e da fauna silvestres, contemplar mirantes e picos, além de desfrutar de banhos revigorantes de cachoeira, conhecer grutas e visitar museus que guardam a memória da região.
Como chegar
Para quem deseja iniciar essa jornada pelo Planalto Central, a logística de acesso é versátil e conta com opções estratégicas. Os viajantes que vêm de outros estados ou países têm como principal porta de entrada o Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, que é o terminal aéreo mais próximo da região.
A partir da capital federal, ou para aqueles que optam por viajar de ônibus, o deslocamento terrestre é atendido pelos terminais rodoviários em municípios-chave, que compõem o trajeto, facilitando o acesso direto por cidades como Formosa, São João d’Aliança e Alto Paraíso de Goiás.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo



