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Instituto de Pesca lança e-book sobre pesca artesanal e destaca desafios da Década do Oceano
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O Projeto Valoriza Pesca, desenvolvido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou o e-book “Valoriza Pesca: Olhares sobre a Pesca Artesanal na Década do Oceano”. O material está disponível gratuitamente no site do projeto e apresenta os principais resultados das pesquisas realizadas sobre a pesca artesanal na Baixada Santista.
Com linguagem acessível, a publicação busca aproximar o conhecimento técnico do público geral, contextualizando a realidade das comunidades pesqueiras da região.
Pesquisa integra dados socioeconômicos, ambientais e pesqueiros
O e-book é resultado de trabalhos desenvolvidos entre 2022 e 2025 e reúne diferentes frentes de pesquisa. Entre os temas abordados estão o levantamento socioeconômico e etnoecológico, o monitoramento de pontos de desembarque de pescado, a avaliação dos recursos pesqueiros, a segurança alimentar e a análise de contaminantes.
Essas informações foram organizadas de forma integrada, permitindo uma visão ampla sobre o ambiente marinho, a atividade pesqueira e os modos de vida das comunidades tradicionais. O conteúdo foi produzido com a participação direta de pescadores, pescadoras e pesquisadores do Instituto de Pesca.
Publicação dialoga com a Década do Oceano da ONU
Estruturado com base nos desafios propostos pela Década do Oceano (2021-2030), o material aborda oito dos dez objetivos da iniciativa global. Entre eles estão a redução da poluição marinha, a conservação da biodiversidade, a produção sustentável de alimentos e o fortalecimento da economia do oceano.
A obra também trata de temas como geração de renda, governança e acesso à informação, conectando a realidade local da Baixada Santista a debates internacionais sobre sustentabilidade marinha.
Valorização dos saberes tradicionais e das comunidades pesqueiras
Além dos dados técnicos, o e-book destaca o conhecimento tradicional das comunidades pesqueiras. A publicação aborda aspectos culturais, identidade, formas de resistência, vulnerabilidades e a relação histórica dessas populações com o território onde vivem e trabalham.
A proposta é evidenciar a importância social e ambiental da pesca artesanal, reforçando seu papel dentro das discussões sobre conservação dos oceanos.
Pesca artesanal como elemento de sustentabilidade e justiça social
Segundo a coordenadora do Instituto de Pesca e do projeto, Cristiane Neiva, o material evidencia a contribuição da pesca artesanal para os desafios globais ligados à Década do Oceano.
“O livro nos mostra como o conhecimento da pesca artesanal pode contribuir com os Desafios da Década do Oceano. Colocando um olhar humano e sensível sobre esta atividade, nos faz enxergar os pescadores e pescadoras artesanais como guardiões do território e promotores da justiça azul”, destaca.
Ela também ressalta que a atividade pode fortalecer sistemas alimentares sustentáveis e contribuir para uma abordagem centrada nas pessoas, essencial para a saúde climática e do planeta.
Continuidade do projeto e novas publicações
Esta é a segunda publicação do Projeto Valoriza Pesca. A primeira obra, “Entre marés: retratos da pesca artesanal na Baixada Santista”, apresentou um diagnóstico socioeconômico detalhado das comunidades pesqueiras da região, além de abordar desafios enfrentados pelos pescadores e pescadoras.
O livro anterior também incluiu uma descrição etnográfica das principais técnicas de pesca utilizadas no estuário da Baixada Santista.
Projeto é vinculado a acordo ambiental em Santos
O Valoriza Pesca foi desenvolvido no âmbito de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com a empresa Ultracargo, após o incêndio em tanques de combustível ocorrido na área portuária de Santos, em 2015.
A iniciativa tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a pesca artesanal, valorizando a atividade e aprofundando a compreensão sobre seus impactos sociais, ambientais e econômicos, a partir de uma abordagem técnica, científica e humana.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Café recua nas bolsas internacionais com avanço da colheita no Brasil e expectativa de maior oferta
O mercado internacional do café iniciou esta quarta-feira (3) em queda, pressionado pelo avanço da colheita brasileira e pela perspectiva de aumento da oferta global nas próximas semanas. O Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, segue acelerando os trabalhos de campo, fator que reforça a disponibilidade de produto e limita movimentos de alta nas bolsas.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do café arábica operaram em baixa durante a manhã. O vencimento julho/26 era negociado a 255,85 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 335 pontos. O contrato setembro/26 registrava 250,65 centavos de dólar por libra-peso, queda de 220 pontos, enquanto o dezembro/26 era cotado a 243,30 centavos, com desvalorização de 195 pontos.
O mesmo movimento foi observado no mercado do café robusta, negociado na Bolsa de Londres. O contrato julho/26 era cotado a US$ 3.412 por tonelada, queda de 50 pontos. Já o vencimento setembro/26 recuava para US$ 3.304 por tonelada, enquanto o novembro/26 era negociado a US$ 3.234 por tonelada, ambos também em território negativo.
Colheita brasileira aumenta pressão sobre os preços
O principal fator de pressão sobre as cotações continua sendo o avanço da colheita nas principais regiões produtoras do Brasil. Com a entrada gradual da nova safra no mercado, cresce a expectativa de maior disponibilidade de café ao longo dos meses de junho e julho, especialmente da variedade arábica.
Analistas destacam que o aumento da oferta tende a reduzir a pressão compradora observada nos meses anteriores, contribuindo para um cenário de acomodação dos preços no curto prazo. Esse movimento é considerado típico do período de colheita, quando o fluxo de produto se intensifica no mercado físico e nas exportações.
Clima segue no radar dos investidores
Apesar da pressão sazonal provocada pela colheita, os agentes do mercado permanecem atentos às condições climáticas nas regiões produtoras. O comportamento do tempo durante a fase de colheita é considerado estratégico para preservar a qualidade dos grãos e evitar perdas que possam comprometer o potencial produtivo da safra.
Qualquer ocorrência de chuvas excessivas ou eventos climáticos adversos pode impactar a qualidade final do café e alterar as projeções de oferta, influenciando diretamente o comportamento dos preços nas bolsas internacionais.
Demanda e exportações também influenciam o mercado
Além do avanço da safra brasileira, investidores acompanham a evolução da demanda global, os níveis de estoques certificados e o ritmo das exportações do Brasil. Esses fatores continuam sendo determinantes para a formação dos preços e podem trazer maior volatilidade ao mercado nas próximas semanas.
Com a colheita ganhando ritmo e o fluxo de café aumentando gradualmente, o mercado segue avaliando o equilíbrio entre oferta e demanda para definir os próximos movimentos das cotações internacionais da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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