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Seguros rurais ganham protagonismo no agro brasileiro diante de desafios climáticos e de mercado

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O agronegócio brasileiro, um dos principais pilares da economia, é responsável por impulsionar o desenvolvimento regional e gerar milhões de empregos. No entanto, o setor enfrenta desafios crescentes, que vão desde mudanças climáticas, flutuações de mercado e custos de produção, até riscos ligados a logística e questões ambientais.

Nesse contexto, os seguros rurais se tornam uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade e a continuidade das atividades no campo.

Proteção ampla para o setor agro

Os seguros para o agro vão muito além da proteção das lavouras. Eles cobrem fazendas, maquinários, armazéns, transporte, lojas agropecuárias e animais, permitindo que produtores e empresas se recuperem de perdas inesperadas e mantenham suas operações.

A demanda por seguro rural tem aumentado no país, refletindo a consciência crescente sobre a importância de prevenir riscos e proteger o patrimônio.

Seguro como estratégia de desenvolvimento

Segundo Gustavo Bentes, presidente do Sincor-MG (Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais), o seguro é um instrumento estratégico para o crescimento do agronegócio.

“O produtor rural lida diariamente com fatores fora do seu controle — clima, mercado e questões sanitárias. O seguro garante tranquilidade para continuar produzindo diante das adversidades, protegendo investimentos e fortalecendo o setor como um todo”, afirma Bentes.

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Novas modalidades de seguros e gestão responsável

Com o avanço da tecnologia, novas modalidades de seguros vêm sendo desenvolvidas para atender às diferentes necessidades do setor agro. Investir em proteção não é apenas uma decisão financeira, mas também uma estratégia de gestão responsável, que assegura a continuidade dos negócios e contribui para o crescimento sustentável do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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