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Integração Lavoura-Pecuária na safrinha pode maximizar uso de pastagens e elevar rentabilidade no agro

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A expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no Brasil deve ganhar ainda mais força na safrinha de 2026, impulsionada por um cenário de ajustes no calendário agrícola e mudanças no mercado de grãos e da pecuária. A combinação entre atraso na colheita da soja em algumas regiões, pressão sobre a janela ideal do milho e preços mais atrativos na pecuária tem levado produtores a buscar alternativas mais eficientes de uso da terra.

O tema é analisado por Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, que destaca que o momento exige decisões mais técnicas para maximizar a produtividade dos sistemas integrados.

Segundo o especialista, o cenário atual reforça o uso de milho ou sorgo consorciados com forrageiras, ou até mesmo o cultivo exclusivo de pastagens após a soja, prática conhecida como “boi safrinha”, ampliando a oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

ILP ganha espaço com foco em produtividade e sustentabilidade

A Integração Lavoura-Pecuária tem se consolidado como uma estratégia eficiente para aumentar a rentabilidade e melhorar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

De acordo com Hemython Luis Bandeira do Nascimento, a ILP proporciona benefícios diretos tanto para a agricultura quanto para a pecuária. Entre eles estão a formação de palhada para o sistema de plantio direto, melhoria da estrutura do solo e oferta de pastagem de qualidade durante a entressafra.

O resultado é um sistema mais equilibrado, capaz de reduzir riscos climáticos e econômicos, ao mesmo tempo em que mantém a produtividade em diferentes ciclos produtivos.

Controle de plantas daninhas é decisivo no estabelecimento do pasto

Um dos primeiros pontos de atenção no sistema ILP é o manejo adequado das plantas invasoras. Segundo o especialista, o capim implantado deve ser tratado como uma cultura agrícola, exigindo manejo técnico desde o início do desenvolvimento.

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O controle precoce de plantas daninhas e tigueras é essencial para evitar competição por luz, água e nutrientes, garantindo rápido estabelecimento da forrageira e maior produtividade do sistema.

Lotação animal deve ser calculada com base na oferta de forragem

A definição da taxa de lotação é um dos fatores mais importantes para o sucesso do “boi safrinha”. O equilíbrio entre oferta de pasto e número de animais determina a eficiência do sistema e evita tanto a superlotação quanto o subaproveitamento da área.

O engenheiro agrônomo explica que o ideal é realizar uma amostragem de forragem cerca de uma semana antes da entrada dos animais, permitindo estimar a massa disponível de pasto.

Com base nesses dados, no tempo de permanência dos animais e no peso médio dos lotes, é possível calcular a capacidade de suporte da área (UA/ha), garantindo manejo adequado ao longo do ciclo de pastejo.

Momento correto do pastejo influencia produtividade e formação de palhada

O início do pastejo é um ponto crítico dentro do sistema ILP. Pastagens muito altas tendem a apresentar maior proporção de colmos e fibras, reduzindo a qualidade nutricional e comprometendo o desempenho animal.

Além disso, o excesso de altura pode prejudicar o perfilhamento e afetar a formação da palhada necessária para a safra seguinte.

No caso da Brachiaria ruziziensis, Hemython Luis Bandeira do Nascimento alerta que o acamamento pode ocorrer quando a planta está muito desenvolvida, reduzindo a eficiência do pastejo. Por isso, recomenda-se a entrada dos animais com a forrageira em torno de 50 cm de altura.

De forma geral, o primeiro pastejo deve ocorrer quando a pastagem atinge a altura ideal de manejo de cada cultivar, priorizando maior proporção de folhas e melhor aproveitamento da forragem.

Adubação de pastagens na safrinha deve ser avaliada com cautela

Segundo o especialista, na maioria dos casos não há necessidade de adubação de cobertura nas pastagens de safrinha. O residual de nutrientes deixado pela cultura anterior geralmente é suficiente para o estabelecimento inicial do capim.

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Outro fator limitante é o regime de chuvas, que tende a ser menor nesse período, reduzindo a eficiência da adubação e o aproveitamento dos nutrientes aplicados.

Suplementação deve considerar qualidade da forragem da ILP

Mesmo no período seco, os pastos formados em sistemas ILP mantêm alto valor nutritivo, com características próximas às pastagens de verão. Isso exige ajustes na suplementação animal para equilibrar o desempenho do rebanho.

O especialista reforça que a oferta de suplemento deve ser compatível com a qualidade da forragem disponível, evitando desperdícios e melhorando a eficiência alimentar do sistema.

Manejo correto garante palhada e sustentabilidade do sistema

Ao final do ciclo de pastejo, é fundamental evitar o uso excessivo da área. Deve permanecer um volume residual de forragem suficiente para a formação de palhada, etapa essencial para o plantio direto da cultura seguinte.

A recomendação técnica é manter entre 3 e 5 toneladas de matéria seca por hectare após a saída dos animais, garantindo boa cobertura do solo, maior retenção de umidade e controle eficiente de plantas daninhas.

ILP se consolida como estratégia de intensificação sustentável

A correta condução dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária reforça o potencial da ILP como ferramenta de intensificação sustentável no agronegócio brasileiro.

Com manejo técnico adequado, o produtor consegue maximizar o uso da área ao longo do ano, aumentar a produtividade animal e agrícola e ainda melhorar a saúde do solo, tornando o sistema mais resiliente frente às variações climáticas e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Escolha de variedades de soja eleva produtividade e impulsiona resultados no campo brasileiro

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A busca por maior produtividade e estabilidade nas lavouras de soja tem levado produtores brasileiros a repensarem a importância da escolha de sementes e da genética no desempenho das culturas. Em regiões do Sul do país, como no Paraná, agricultores já relatam ganhos expressivos após a adoção de variedades de alta performance associadas a manejo técnico mais preciso.

A experiência de produtores rurais está sendo apresentada na websérie “Vozes da Mudança”, da Golden Harvest, marca de sementes da Syngenta, que destaca histórias reais de evolução produtiva a partir da introdução de novas cultivares no campo.

Genética e manejo técnico elevam potencial produtivo da soja

No município de Maringá (PR), o agricultor Cleber Veroneze Filho enfrentava desafios recorrentes ligados à instabilidade climática, como veranicos prolongados e variações de temperatura que impactavam diretamente a rentabilidade da produção.

Mesmo em uma região de solo considerado fértil e altamente produtivo, o produtor buscava alternativas para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade da safra.

Com a adoção da variedade GH2564I2X, da Golden Harvest, Veroneze relata melhorias no vigor inicial das plantas, maior adaptabilidade às condições climáticas e desempenho consistente até o momento da colheita.

Segundo o produtor, a lavoura apresentou uniformidade na maturação e resultados acima do esperado mesmo diante de adversidades climáticas.

“Mesmo com essas adversidades, o resultado foi muito interessante. A variedade mostrou estabilidade e alto potencial produtivo”, afirmou. Ele também projeta ampliar a área cultivada com a genética na próxima safra para avaliar o comportamento em maior escala.

Adaptação regional garante ganhos expressivos em produtividade

Em São Jerônimo da Serra (PR), outro exemplo reforça o impacto da escolha correta de cultivares. O agricultor André Luiz Machado, com experiência de seis safras na produção de soja, destaca a importância dos testes contínuos de novas variedades para adaptação às condições locais.

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Na propriedade, a cultivar 2463I2X apresentou desempenho superior em relação às médias históricas da fazenda, especialmente em uma safra marcada por chuvas regulares, porém de baixa intensidade.

O resultado alcançado chegou a 176 sacas por alqueire (equivalente a 2,42 hectares), acima da média de 140 sacas registrada em ciclos anteriores.

Segundo o produtor, a estabilidade da cultivar foi determinante para o desempenho, especialmente em uma região marcada por desafios como altitude elevada e estresses climáticos.

Sanidade da lavoura e resistência a doenças são diferenciais

Além da produtividade, fatores agronômicos como sanidade vegetal e resistência a doenças também influenciaram os resultados observados no campo.

A região apresenta histórico de ocorrência de problemas fitossanitários como mofo branco, ferrugem e oídio, além de risco de acamamento das plantas em função das condições climáticas locais.

De acordo com o produtor, a cultivar utilizada apresentou bom comportamento frente a esses desafios, mantendo estrutura adequada, estabilidade foliar e boa formação de vagens mesmo sob condições de estresse hídrico.

Genética avançada reforça estratégia do agronegócio brasileiro

Para a Syngenta, os resultados obtidos pelos produtores reforçam o papel estratégico da genética de sementes no aumento da produtividade e na sustentabilidade da produção agrícola.

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Segundo o diretor comercial da Golden Harvest no Brasil, Ricardo Formentini, a combinação entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico e proximidade com o produtor rural é fundamental para o avanço do setor.

“A genética de ponta, aliada ao suporte técnico e à troca de conhecimento com os agricultores, é o que sustenta a evolução da agricultura brasileira. Nosso objetivo é oferecer materiais que permitam ao produtor produzir mais e melhor”, destaca.

A iniciativa reforça a tendência de modernização das lavouras brasileiras, onde a escolha de cultivares adequadas ao ambiente produtivo se torna cada vez mais decisiva para o desempenho econômico e agronômico das propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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