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Inverno rigoroso no Rio Grande do Sul provoca perdas na produção de mel

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Condições climáticas desfavoráveis impactam a apicultura gaúcha

O inverno rigoroso no Rio Grande do Sul tem causado sérios prejuízos à produção de mel, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (26). O frio intenso e as chuvas constantes reduziram a atividade das abelhas, prejudicaram as floradas e diminuíram a produção apícola em várias regiões do estado.

Consequências para as colmeias e manejo dos apiários

Além da queda na produção, o clima adverso levou ao confinamento prolongado dos enxames, resultando em maior consumo das reservas alimentares dentro das colmeias. Também foi observado um declínio populacional nas colmeias, o que exigiu a suplementação alimentar para garantir a sobrevivência das abelhas.

Medidas adotadas em diferentes regiões

Na região de Bagé, as fortes chuvas forçaram a retirada emergencial de apiários instalados em áreas alagadas. Já em Caxias do Sul, os apicultores intensificaram o manejo alimentar e estrutural para preservar os enxames. Em Erechim, a unificação das colmeias e a aplicação de cuidados preventivos foram as estratégias adotadas.

Em Frederico Westphalen, os produtores utilizaram técnicas de controle térmico e reforçaram as ações sanitárias, além de combaterem a praga varroa, que afeta as abelhas. Na cidade de Lajeado, as colmeias mostraram bom preparo para enfrentar o período de inverno.

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Situação do mercado e produtividade por municípios

Em Passo Fundo, apesar do aumento da demanda por mel durante o inverno, as vendas permanecem baixas, com preços estáveis. Pelotas registra o fim da colheita, cuja produtividade varia conforme a mortalidade dos enxames e o uso de agrotóxicos; os preços também permanecem estáveis, com leve tendência de queda nas áreas com maior oferta.

Em Santa Maria, as enchentes e as temperaturas baixas interromperam a colheita e provocaram perdas nas colmeias, embora a comercialização continue ativa. Em Santa Rosa, os apicultores já iniciaram a alimentação de inverno e instalaram coberturas plásticas para proteger as colmeias. Na região de Soledade, o clima exige monitoramento constante dos enxames e reposição frequente da alimentação.

Resumo
  • O frio e as chuvas no RS reduziram a atividade das abelhas e a produção de mel.
  • O confinamento dos enxames elevou o consumo das reservas alimentares nas colmeias.
  • Diferentes regiões adotaram estratégias específicas para enfrentar os desafios climáticos.
  • Vendas seguem baixas em Passo Fundo, enquanto a colheita em Pelotas chega ao fim.
  • Enchentes causaram perdas em Santa Maria, mas a comercialização permanece.
  • Medidas preventivas e monitoramento são essenciais para preservar os enxames durante o inverno.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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