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IPPA/CEPEA: Índice de preços segue estável por mais um mês
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Cepea, 20/09/2022 – Em agosto, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários), em termos nominais, se manteve praticamente estável frente ao de julho (leve queda de 0,4%). O resultado se deve ao contrabalanceamento das variações dos índices de grupos de alimentos. Enquanto o IPPA-Grãos, o IPPA-Hortifrutícolas e o IPPA-Cana-Café recuaram, respectivamente, 0,7%, 1,2% e 1,3%, em termos nominais, o IPPA-Pecuária avançou 1,6%. O aumento no grupo de produtos da pecuária esteve atrelado à elevação nos preços nominais do leite, dos ovos, do suíno vivo e do frango vivo. No caso do leite, a baixa oferta no campo tem provocado a alta contínua dos preços desde o início deste ano. A oferta reduzida de ovos no mercado doméstico também elevou os valores da proteína, registrando recorde na série de preços reais. Para o suíno, a demanda aquecida no início de agosto foi suficiente para garantir a alta dos preços nominais em relação a julho. Por fim, para o frango vivo, a alta se deveu à redução da oferta de animais. Entre os grãos, destaca-se a queda dos preços nominais do trigo em grão, que reflete a estimativa de produção recorde no Brasil. No mesmo grupo, tem-se a queda do preço nominal da soja. Para os hortifrutícolas, o desempenho do índice foi marcado pelo recuo dos preços da batata e da banana. Finalmente, observaram-se quedas nas cotações nominais do café e da cana-de-açúcar, que compõem o último grupo de alimentos. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, recuou 1,14% – logo, de julho para agosto, os preços agropecuários subiram frente aos industriais da economia. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
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Produção de tabaco no Paraná atinge recorde na safra 2026, mas preços recuam no mercado
A produção de tabaco no Paraná encerrou a safra 2026 com resultado recorde, alcançando 213,7 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (25).
O avanço foi sustentado principalmente pela expansão contínua da área cultivada, que registra crescimento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já observado no estado.
Expansão da área impulsiona novo recorde de produção
O aumento da área plantada segue como principal fator de sustentação da produção recorde de tabaco no Paraná. O movimento de expansão contínua ao longo dos últimos anos consolidou o estado como um dos principais polos produtores da cultura no país.
Com maior volume de área disponível para cultivo, a safra ganhou robustez, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.
Preços do tabaco recuam no período de maior comercialização
Apesar do desempenho positivo na produção, o mercado registrou pressão sobre os preços pagos aos produtores.
De acordo com o Deral, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, quando ocorre o pico de secagem das folhas em estufas após a colheita.
No mês de referência, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, o que representa uma queda de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média registrada era de R$ 19,22.
Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor
Mesmo com a leve redução nas cotações, o boletim destaca que a cultura do tabaco segue como uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná.
O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, é apontado como um dos principais fatores de estabilidade econômica, garantindo previsibilidade de comercialização e suporte técnico ao longo do ciclo produtivo.
Perspectiva do setor
O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além da dinâmica de preços durante os períodos de maior comercialização.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


