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Irregularidade das chuvas afeta lavouras de milho em Uberlândia, mas previsão aponta melhora em dezembro
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As lavouras de milho da safra de verão 2025/26 em Uberlândia (MG) registram condições regulares de desenvolvimento, segundo informações da Emater local. A área cultivada no município alcança 6 mil hectares, e as plantas encontram-se atualmente na fase de crescimento vegetativo.
O engenheiro-agrônomo Carlos Miguel Rodrigues Couto, da Emater, destacou que, embora haja expectativa de queda na produtividade, ainda é cedo para estimar os impactos exatos. “As precipitações ao longo de novembro foram muito irregulares, o que prejudicou parte das lavouras. A boa notícia é que dezembro deve trazer chuvas mais consistentes, com volumes entre 30 e 50 milímetros registrados no último fim de semana”, explicou.
Chuvas irregulares influenciam o desempenho das lavouras
O cenário climático tem sido determinante para o ritmo de crescimento das plantações. A falta de regularidade nas chuvas durante novembro gerou desafios para o manejo da umidade do solo, afetando o potencial produtivo inicial. Entretanto, os últimos registros pluviométricos indicam melhora, o que pode favorecer a recuperação das lavouras nas próximas semanas.
Produção estadual deve crescer em relação à safra anterior
De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a produção total de milho da 1ª safra em Minas Gerais deve atingir 5,991 milhões de toneladas em 2025/26, ligeiramente acima das 5,831 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.
A produtividade média está estimada em 7.020 quilos por hectare, superando os 6.800 quilos por hectare registrados na safra 2024/25. Apesar do avanço na produtividade, a área cultivada deverá apresentar leve redução de 0,5%, passando de 857,55 mil hectares para 853,56 mil hectares.
Perspectiva é de recuperação gradual das lavouras
Com a previsão de chuvas mais regulares em dezembro, técnicos acreditam que as lavouras de Uberlândia podem melhorar seu desempenho até o final do ciclo vegetativo. Caso o padrão climático se mantenha, o impacto sobre a produtividade poderá ser menor do que o esperado inicialmente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras
Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.
A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.
Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.
Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.
Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.
A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.
A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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