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Irrigação é chave para segurança alimentar, crescimento econômico e sustentabilidade no Brasil
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Irrigação: um pilar indispensável para o agronegócio brasileiro
O Brasil, reconhecido mundialmente pela sua forte agropecuária, enfrenta desafios significativos para garantir a segurança da produção alimentar, a estabilidade dos preços e o crescimento sustentável do setor. Conforme análise de Cristiano Gatti Del Nero, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da ABIMAQ e vice-presidente de Agricultura da Valmont Brasil, o clima é o principal fator incontrolável que ameaça esses pilares econômicos e sociais.
Mitigação dos impactos climáticos por meio da irrigação
Embora aspectos como câmbio e preço das commodities influenciem o mercado agrícola, são condições externas pouco controláveis. Por outro lado, o impacto das variações climáticas pode ser minimizado com tecnologias adequadas, e a irrigação destaca-se como ferramenta estratégica e essencial para essa mitigação.
Sistemas de irrigação garantem segurança hídrica às lavouras, aumentando a produtividade, reduzindo os riscos de quebras na safra e contribuindo para a estabilização dos preços dos alimentos — tudo isso sem a necessidade de ampliar áreas agrícolas, o que favorece a preservação ambiental.
Potencial inexplorado e comparação internacional
Atualmente, apenas 10% das áreas agrícolas brasileiras são irrigadas, índice bem inferior ao de outros países: 17% nos Estados Unidos, 34% na Índia e 51% na China. Esses dados evidenciam o grande potencial ainda a ser explorado no Brasil para alavancar a produção agrícola com sustentabilidade.
Impactos econômicos e sociais da expansão da irrigação
Estudos indicam que a ampliação em 6 milhões de hectares das áreas irrigadas até 2040 pode gerar um aumento de até 0,23% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, elevar em quase 4% as exportações agrícolas, além de promover ganhos reais em salários e consumo das famílias.
Além disso, a expansão da irrigação impacta diretamente na redução dos preços dos alimentos, auxiliando no controle da inflação e contribuindo para a segurança alimentar da população.
Importância do apoio por meio do Plano Safra e financiamento adequado
A inclusão da irrigação como prioridade estratégica no Plano Safra é fundamental para o avanço do setor. Linhas de crédito com condições adequadas, prazos compatíveis, taxas competitivas e incentivos concretos para adoção de sistemas irrigados são essenciais.
A irrigação também reduz significativamente o risco de inadimplência dos produtores, o que deve ser considerado na formatação dos instrumentos financeiros, fortalecendo toda a cadeia produtiva e impulsionando o desenvolvimento regional.
Irrigação como oportunidade para o Brasil
Mais do que um custo, a irrigação deve ser vista como uma oportunidade para gerar segurança alimentar, ampliar a produção com sustentabilidade, proteger o meio ambiente, criar empregos e fortalecer a economia nacional.
O Brasil possui todas as condições naturais e tecnológicas para liderar essa transformação, mas é preciso elevar a irrigação ao status de prioridade estratégica, não apenas para o agronegócio, mas para a política nacional de desenvolvimento como um todo.
Um chamado à ação
Para um Brasil mais forte, competitivo, sustentável e socialmente justo, é urgente irrigar essa ideia e investir fortemente em tecnologias que assegurem o futuro do setor agrícola e o bem-estar da população.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo histórico em 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que os embarques da proteína atingiram volume recorde entre janeiro e maio, consolidando o mercado externo como um dos principais sustentáculos da pecuária nacional.
Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da Secex, em 1997. O resultado representa crescimento de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e avanço de 26,6% frente aos embarques registrados em 2024.
Receita com exportações supera R$ 40 bilhões
Além do recorde em volume, as vendas internacionais também alcançaram um desempenho sem precedentes em faturamento. A receita acumulada entre janeiro e maio somou R$ 40,2 bilhões, alta de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor havia registrado R$ 33,4 bilhões.
Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado foi favorecido pela valorização do dólar frente ao real ao longo do período e pelo aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional.
O valor médio da tonelada exportada atingiu aproximadamente R$ 29,5 mil no acumulado do ano, contribuindo para ampliar a rentabilidade das operações externas.
Maio registra maior faturamento mensal de 2026
Considerando apenas o mês de maio, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 290,45 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e avanço de 17,2% na comparação com maio de 2025.
O faturamento mensal chegou a R$ 9,04 bilhões, o maior registrado em 2026 até o momento. O montante representa aumento de 5,35% frente ao mês anterior e salto de 28,08% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O preço médio da proteína exportada em maio atingiu R$ 31.135,21 por tonelada, reforçando o cenário de valorização da carne bovina brasileira no comércio internacional.
Mercado externo ganha importância estratégica para o setor
De acordo com o Cepea, o forte desempenho das exportações ocorre em um momento de desafios para o mercado doméstico. O setor atravessa a transição entre safra e entressafra, período marcado pelo aumento gradual da oferta de animais terminados para abate e por um consumo interno mais moderado.
Ao mesmo tempo, proteínas concorrentes, como carne de frango e carne suína, seguem competitivas no mercado brasileiro, ampliando a disputa pela preferência do consumidor.
Nesse contexto, o mercado internacional tem desempenhado papel fundamental para sustentar a demanda pela produção nacional e garantir maior equilíbrio ao setor pecuário.
Perspectivas seguem positivas para a carne bovina brasileira
O cenário atual reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina. A combinação entre forte demanda externa, preços historicamente elevados e competitividade da produção nacional continua favorecendo o desempenho das exportações.
Para analistas do setor, a manutenção desse ritmo poderá garantir novos recordes ao longo de 2026, consolidando a relevância da carne bovina brasileira no abastecimento global e fortalecendo a geração de divisas para o agronegócio nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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