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Irrigação eficiente: tudo que o produtor deve saber sobre perda de carga e diferencial de pressão

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Produtores que buscam alta produtividade e sustentabilidade precisam mais do que um sistema de irrigação moderno: é fundamental manter manutenção e regulagens constantes. Em especial, sistemas de irrigação por gotejamento e aspersão exigem atenção à pressão da água, item crucial para garantir uniformidade na distribuição e desempenho ideal das plantas.

Segundo Matt Clift, Diretor Global de Gestão de Produtos e Marketing da Rivulis, entender conceitos como perda de carga e diferencial de pressão é essencial para otimizar a irrigação e prolongar a vida útil do sistema.

O que é perda de carga e por que importa

A perda de carga é a redução gradual da pressão da água ao longo do sistema, causada pelo atrito em tubulações, filtros, válvulas e gotejadores. Cada componente contribui para essa perda, e o projeto de irrigação deve levar isso em consideração para garantir que a pressão no último emissor esteja dentro da faixa adequada.

Clift orienta que os produtores meçam regularmente a pressão em pontos estratégicos, desde o cabeçal de controle até o último gotejador. Variações inesperadas podem indicar entupimento, vazamentos ou falhas nos componentes.

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Diferencial de pressão: indicador de desempenho do sistema

O diferencial de pressão (DP) é a diferença de pressão registrada em um componente, como filtros ou conjuntos de filtragem. É um indicador-chave do funcionamento do sistema.

  • Um aumento no DP pode sinalizar entupimento.
  • Uma queda inesperada pode indicar falha no filtro ou perda de eficiência na filtragem, comum em filtros de areia com caminhos preferenciais ou perda de material.
  • A aferição constante permite que o produtor realize manutenções preventivas antes que o desempenho da irrigação seja comprometido.
Como medir perda de carga e diferencial de pressão

Para a pressão:

  • Meça nos pontos-chave do sistema, do motobomba até o último bloco do ponto crítico.
  • Compare os valores com os dados do projeto e registre as variações. Alterações podem indicar vazamentos ou entupimentos.

Para o diferencial de pressão:

  • Meça a diferença entre entrada e saída de cada componente.
  • Registre valores ao longo da safra.
  • Limpe ou inspecione componentes que apresentarem variações fora dos limites recomendados.
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Benefícios do monitoramento regular

Verificar regularmente perda de carga e diferencial de pressão permite:

  • Identificar problemas precocemente;
  • Garantir uniformidade na irrigação;
  • Otimizar o crescimento das plantas;
  • Prolongar a vida útil do sistema de irrigação.

Clift reforça:

“As leituras de pressão são simples de executar e essenciais. Comparando com os dados técnicos do projeto, o produtor consegue tomar decisões assertivas para proteger suas lavouras.”

Ferramenta online para produtores

A Rivulis disponibiliza uma plataforma online completa para orientar sobre perda de carga, diferencial de pressão, manutenção de filtros e soluções práticas para sistemas de gotejamento. A ferramenta pode ser acessada em: Rivulis Knowledge Hub.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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