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Irrigação por gotejamento garante economia e eficiência sustentável na agricultura brasileira
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Uso racional da água impulsiona eficiência no campo
Com os custos de produção em alta e o clima cada vez mais irregular, o produtor rural tem buscado soluções que aumentem a eficiência e sustentabilidade de suas lavouras. Nesse contexto, a irrigação por gotejamento vem se consolidando como uma das tecnologias mais eficazes para o uso racional da água e dos insumos agrícolas, ao mesmo tempo em que reduz desperdícios e melhora a produtividade.
O sistema aplica água e nutrientes diretamente na zona das raízes, evitando perdas por evaporação e escorrimento superficial, típicas de métodos menos precisos. O resultado é um manejo mais eficiente, com impacto direto na rentabilidade e na economia de recursos ao longo das safras.
Precisão que reduz custos e aumenta a rentabilidade
Segundo o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim no Brasil, o gotejamento representa uma mudança estrutural na forma de produzir.
“O gotejamento permite aplicar exatamente o que a planta precisa, no momento certo. Isso se traduz em economia de água, energia e insumos, além de mais segurança no manejo”, destaca Torezani.
A aplicação localizada da água reduz o consumo hídrico e a necessidade de bombeamento, o que diminui significativamente os gastos com energia elétrica ou combustível.
“Quando o produtor elimina o excesso, ele passa a trabalhar de forma mais eficiente. No gotejamento, praticamente não há desperdício, e isso faz muita diferença no fechamento da conta no fim da safra”, complementa o agrônomo.
Tecnologia garante controle e previsibilidade da lavoura
Outro diferencial do sistema de irrigação por gotejamento é o alto nível de controle e automação que oferece ao agricultor. A tecnologia permite ajustes conforme o estágio da cultura e as condições climáticas, tornando o manejo mais técnico e previsível.
“Há melhor aproveitamento dos nutrientes, pois os fertilizantes são aplicados diretamente na zona radicular. Isso reduz perdas e melhora o desempenho da lavoura”, explica Torezani.
Investimento com retorno garantido no longo prazo
Embora exija planejamento e investimento inicial, o gotejamento apresenta retorno consistente ao longo do tempo, tanto pela redução dos custos operacionais quanto pelo aumento da produtividade e durabilidade do sistema.
“O produtor passa a ter mais controle sobre a lavoura e consegue produzir mais com menos recursos. Em um cenário de margens apertadas, essa eficiência é essencial para manter a competitividade”, conclui Torezani.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços de carnes e ovos recuam no atacado, enquanto leite mantém alta, aponta DATAGRO
O mercado atacadista de proteínas animais apresentou comportamento misto na última semana, com queda nos preços da carne suína, carne de frango e ovos, enquanto o leite manteve trajetória de valorização. Os dados foram divulgados pela DATAGRO e refletem diferentes dinâmicas de oferta e demanda entre as principais cadeias pecuárias do país.
Enquanto proteínas como suínos, aves e ovos enfrentam pressão baixista, o segmento de lácteos segue sustentado por fatores que impulsionam os preços. Já a pecuária bovina apresentou sinais de recuperação na arroba do boi gordo, acompanhados por redução nas escalas de abate.
Carne suína lidera movimento de queda no mercado
Entre as proteínas analisadas pela DATAGRO, a carne suína registrou recuo nas cotações e foi negociada a R$ 8,55 por quilo.
O movimento também atingiu a carne de frango, cotada a R$ 7,23 por quilo, além dos ovos, cujo preço caiu para R$ 142,26 por 30 dúzias.
Segundo a consultoria, o desempenho reforça o cenário de pressão sobre as proteínas animais fora do segmento bovino, em um ambiente marcado por ajustes entre oferta e consumo.
Leite UHT segue em alta e contraria tendência das proteínas
Na direção oposta, o mercado de lácteos manteve valorização durante a semana.
O leite UHT apresentou alta de 2,1% em relação ao período anterior, alcançando R$ 5,37 por litro.
De acordo com a DATAGRO, o desempenho positivo do leite contrasta com o comportamento das demais proteínas monitoradas, evidenciando fundamentos específicos que continuam sustentando os preços no setor de lácteos.
Arroba do boi gordo volta a subir em São Paulo
No mercado bovino, o comportamento foi diferente do observado para suínos, aves e ovos.
A arroba do boi gordo na praça paulista registrou valorização de 0,26%, encerrando o período cotada a R$ 327,59, após a queda observada na semana anterior.
O avanço das cotações ocorre em meio ao encurtamento das escalas de abate, indicador que acompanha a disponibilidade de animais prontos para o frigorífico e serve como importante termômetro das condições de oferta.
Escalas de abate diminuem e atacado bovino permanece estável
A DATAGRO informou que a programação média de abates no Brasil recuou para 8,61 dias corridos, sinalizando menor disponibilidade de animais terminados em diversas regiões produtoras.
Apesar da recuperação da arroba, o mercado atacadista de carne bovina manteve estabilidade.
O preço da carcaça casada permaneceu em R$ 23,25 por quilo, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no segmento industrial, mesmo diante das oscilações registradas nas negociações do boi gordo.
Mercado de proteínas segue dividido entre pressão e valorização
O comportamento dos diferentes segmentos reforça a heterogeneidade do mercado brasileiro de proteínas animais.
Enquanto suínos, frango e ovos enfrentam um ambiente de maior pressão sobre os preços, o leite continua sustentado por fatores próprios da cadeia produtiva, e a bovinocultura apresenta sinais de recuperação nas cotações da arroba.
A expectativa do setor é que os próximos movimentos do mercado dependam da evolução da demanda doméstica, do ritmo das exportações e da disponibilidade de animais para abate, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


