CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Japão lidera pagamento pela carne suína brasileira em 2025 e impulsiona valorização do setor

Publicados

AGRONEGOCIOS

Japão se destaca como principal mercado pagador da carne suína brasileira

O Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab-PR), revelou que o Japão foi o país que melhor remunerou a carne suína “in natura” brasileira em 2025.

Com base em dados do Agrostat/Mapa, o levantamento mostrou que o valor médio pago pelo mercado japonês foi de US$ 3,42 por quilo, enquanto a média geral de exportação do produto ficou em US$ 2,55 por quilo.

Outros países também pagaram acima da média

Além do Japão, outros nove mercados se destacaram por pagar acima da média global, reforçando o potencial da carne suína brasileira no mercado internacional.

Entre eles estão Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá, Singapura, Argentina, Peru, Uruguai, Geórgia e Hong Kong.

Segundo o Deral, esses países figuram entre os principais compradores do Brasil, com destaque para o Japão, que ocupou a 4ª posição no ranking de importadores, enquanto Estados Unidos e Canadá ficaram na 18ª e 17ª posições, respectivamente.

Leia Também:  Natureza vira aliada e pode injetar R$ 4,2 bilhões no campo
Santa Catarina ainda domina exportações para mercados mais exigentes

O relatório destaca que Santa Catarina continua sendo o principal fornecedor da carne suína brasileira para os mercados de maior valor agregado, como Japão, EUA e Canadá.

Isso ocorre porque o estado recebeu o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação cerca de 14 anos antes do Paraná, o que o colocou em vantagem no acesso a destinos mais exigentes em termos sanitários.

Paraná amplia presença em novos mercados

Apesar da diferença em relação a Santa Catarina, o Paraná vem ampliando gradualmente sua presença internacional.

Em maio de 2025, o estado passou a exportar carne suína para o Peru, um dos países que mais pagaram pelo produto no período. Além disso, mantém relações comerciais estáveis com outros mercados que remuneram acima da média, segundo o boletim.

Produtos “in natura” variam conforme demanda dos importadores

O Deral ressalta que a categoria de carne suína “in natura” inclui carcaças e cortes cárneos, tanto congelados quanto resfriados, e que os valores pagos variam de acordo com o tipo de produto demandado por cada país importador.

Leia Também:  APROSMAT inicia investigação sobre possíveis práticas anticoncorrenciais da Boa Safra Sementes

Essa diferenciação explica por que nações com mercados mais exigentes, como o Japão, tendem a pagar preços superiores, refletindo o padrão de qualidade, rastreabilidade e controle sanitário exigidos.

Mercado global segue favorável à carne suína brasileira

Os dados reforçam a competitividade da carne suína brasileira no comércio internacional, com destaque para a diversificação de destinos e a valorização nos mercados premium.

A tendência é que, com o avanço da sanidade animal e a expansão das certificações internacionais, estados como o Paraná ampliem sua participação em mercados de alto valor, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil como grande exportador de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

Publicados

em

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Leia Também:  Em meio à forte seca, Conab distribui 50 mil cestas de alimentos para pequenos agricultores do Amazonas

Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

Leia Também:  Estudo do Ipea aponta uso ineficiente de defensivos na maior parte do país

Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA