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Lactalis anuncia investimento de R$ 291 milhões para expansão da produção em Uberlândia
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A Lactalis Brasil anunciou um investimento de R$ 291 milhões em Uberlândia (MG) até 2027, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atua e sua liderança no setor lácteo nacional. O montante será destinado à construção de uma nova unidade para produção de queijo Prato, com capacidade de processar mil toneladas por mês, o que corresponde a aproximadamente 10 milhões de litros de leite transformados a cada 30 dias. O empreendimento será instalado ao lado da fábrica de queijos muçarela inaugurada em 2023, uma das mais modernas do país. Além disso, parte do investimento será direcionada para a ampliação da linha de manteiga, aumentando sua capacidade de produção de 3,6 mil para 10 mil toneladas anuais.
Na última sexta-feira (28/03), o CEO da Lactalis Brasil, Roosevelt Junior, apresentou o projeto em um evento que contou com a presença do prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio Ferreira, do CEO da Invest Minas, João Paulo Braga, e do diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Leandro Andrade. Também estiveram presentes representantes da Secretaria de Desenvolvimento de Minas Gerais, parlamentares e demais lideranças. Os protocolos de investimento devem ser formalizados nas próximas semanas. “Este é um passo estratégico na expansão da Lactalis no Brasil, consolidando nossa presença em Minas Gerais, um estado que respira cultura leiteira”, destacou Roosevelt Junior.
O investimento em Uberlândia faz parte de um plano mais amplo da Lactalis para suas operações em Minas Gerais, que prevê aportes em outras seis fábricas do grupo no estado: Pará de Minas (R$ 103,5 milhões), Sete Lagoas (R$ 21,6 milhões), Sabará (R$ 18,5 milhões), Pouso Alto (R$ 17,2 milhões), Antônio Carlos (R$ 8 milhões) e Guanhães (R$ 2,3 milhões). No total, a companhia investirá R$ 500 milhões em Minas Gerais até 2027. Somando-se aos R$ 526,9 milhões já aplicados nos últimos anos, o grupo atinge um investimento superior a R$ 1 bilhão no estado ao longo de sua primeira década no Brasil.
“Temos trabalhado junto à Lactalis para impulsionar a ampliação, modernização e aprimoramento de suas unidades em Minas Gerais. Nosso objetivo, tanto no Governo do Estado quanto na Invest Minas, é criar um ambiente favorável para que empresas se sintam seguras para investir, gerando empregos, renda e desenvolvimento”, afirmou o CEO da Invest Minas.
A Lactalis Brasil conta com sete fábricas em Minas Gerais, localizadas nos municípios de Antônio Carlos, Pouso Alto, Sabará, Guanhães, Pará de Minas, Sete Lagoas e Uberlândia. Juntas, essas unidades empregam diretamente 3.650 trabalhadores e processam 1 bilhão de litros de leite por ano. “Minas Gerais, ao lado da região Sul do país, foi um dos pilares dessa transformação no setor lácteo. Uberlândia, com sua infraestrutura logística estratégica e produção leiteira qualificada, tornou-se um polo essencial para o crescimento da empresa”, ressaltou Roosevelt Junior.
Paul Grasset, diretor-geral da Itambé, também destacou a parceria de longa data com a CCPR em Minas Gerais, essencial para o crescimento da empresa no estado. “Temos vivido um período de grandes transformações, acompanhadas pela profissionalização dos produtores, aprimoramento da qualidade e produtividade e o fortalecimento dos laços entre o campo, as cooperativas e a indústria de laticínios”, concluiu Grasset.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Vazio Sanitário da soja começa em Mato Grosso e Aprosoja MT alerta para combate à ferrugem asiática
Teve início na última segunda-feira (8) o período do Vazio Sanitário da soja em Mato Grosso, uma das principais medidas fitossanitárias adotadas para o controle da ferrugem asiática, considerada a doença mais agressiva da cultura no Brasil. Durante os próximos 90 dias, fica proibida a presença e o manejo de plantas de soja em todo o estado, com a semeadura da nova safra autorizada somente a partir de 7 de setembro.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância do cumprimento rigoroso das regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacando que a medida é fundamental para reduzir a pressão do fungo causador da doença e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra.
Ferrugem asiática pode causar perdas severas na produtividade
A ferrugem asiática é provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja, provocando lesões, desfolha precoce e comprometimento da fotossíntese.
Com a redução da área foliar, a planta perde capacidade de realizar o enchimento adequado dos grãos, o que resulta em queda de produtividade e prejuízos econômicos para o produtor rural.
Segundo especialistas, a doença apresenta rápida disseminação e elevado potencial destrutivo quando não controlada adequadamente.
Eliminação de plantas voluntárias é fundamental
O vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, ressalta que o principal objetivo do Vazio Sanitário é interromper o ciclo biológico do fungo entre uma safra e outra.
De acordo com ele, a permanência de plantas voluntárias — conhecidas como soja guaxa ou tigueras — favorece a sobrevivência do patógeno e aumenta os riscos de infestação logo no início do próximo ciclo produtivo.
A recomendação é que os produtores eliminem completamente qualquer planta de soja existente nas propriedades durante o período determinado, evitando a manutenção do hospedeiro que permite a multiplicação da doença.
Transporte de grãos também exige atenção
Além das restrições relacionadas ao cultivo, o Vazio Sanitário estabelece regras específicas para o transporte de grãos e sementes de soja.
Os caminhões devem estar devidamente vedados e com a documentação regularizada para evitar perdas de carga durante o trajeto. O derramamento de grãos nas rodovias pode favorecer a germinação espontânea de plantas às margens das estradas, comprometendo a eficácia da medida fitossanitária.
Segundo Gilson Antunes, a fiscalização é realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), que mantém inspeções e barreiras sanitárias em diferentes regiões do estado para coibir irregularidades.
Medida é adotada há quase duas décadas
Implementado há cerca de 20 anos, o Vazio Sanitário tornou-se uma das principais ferramentas de controle da ferrugem asiática no Brasil, contribuindo significativamente para a redução da incidência da doença e para a preservação da produtividade das lavouras.
A pesquisadora do Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), Daniela Facco, explica que a ferrugem asiática possui evolução rápida e pode comprometer severamente o potencial produtivo das áreas afetadas.
Segundo ela, quando a doença se instala e não recebe controle eficiente, ocorre intensa desfolha das plantas, redução do enchimento dos grãos e queda expressiva da rentabilidade da atividade.
Cumprimento das regras protege a próxima safra
A Aprosoja MT destaca que o sucesso do Vazio Sanitário depende do comprometimento de todos os produtores rurais. O cumprimento das determinações contribui para reduzir a incidência de doenças, preservar a competitividade da soja mato-grossense e garantir maior segurança produtiva para a safra 2025/26.
Além disso, a entidade orienta os agricultores a acompanharem as recomendações dos órgãos de defesa agropecuária e a manterem vigilância constante sobre áreas agrícolas, estradas e locais de armazenamento para evitar a presença de plantas voluntárias durante o período de restrição.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

