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Malásia Visita Central ABS em Uberaba para Explorar Parcerias no Melhoramento Genético Bovino Brasileiro
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A genética bovina brasileira tem conquistado reconhecimento global, consolidando-se como referência no setor. O investimento contínuo em pesquisas e inovações tecnológicas no campo da reprodução tem proporcionado resultados expressivos, beneficiando os pecuaristas do país e destacando a pecuária nacional no cenário internacional.
Com o objetivo de expandir o mercado de genética bovina, uma comitiva da Malásia, liderada pelo Ministro da Indústria de Alimentos, Commodities e Desenvolvimento Regional de Sarawak, Dr. Stephen Rundi Utom, visitou a Central ABS, localizada em Uberaba (MG). A visita teve como foco o fortalecimento da parceria com o Brasil e a implementação de tecnologias de melhoramento genético nos rebanhos bovinos malaios.
“Viemos com a intenção de ouvir vocês, entender o trabalho desenvolvido. Estamos explorando possibilidades de colaboração para garantir que possamos aplicar essas tecnologias reprodutivas em Sarawak e em toda a Malásia. Fiquei muito impressionado com o trabalho da ABS”, declarou o Ministro Dr. Stephen Rundi Utom.
A comitiva foi recebida por Paula Waeny, Coordenadora de Comércio Exterior da ABS, que conduziu os visitantes a uma imersão no processo de produção genética. Durante a visita, o grupo teve a oportunidade de conhecer o laboratório de sêmen sexado Sexcel, além da área de coleta de touros, observando de perto todas as etapas da produção.
“É uma grande honra receber autoridades de tão longe, interessadas em conhecer o trabalho que realizamos. Proporcionamos uma experiência completa e esclarecedora, pois reconhecem no Brasil um fornecedor promissor de genética de qualidade”, afirmou Paula Waeny.
Dr. Adrian Susin Ambud, Diretor do Departamento de Serviços Veterinários de Sarawak, também expressou sua satisfação com a visita: “Minha primeira impressão foi de que a Central ABS é a melhor! Eles produzem touros reprodutores de alta qualidade, e o sêmen sexado Sexcel, que podemos importar para o desenvolvimento de Sarawak. Fiquei impressionado com as instalações e com a tecnologia de transferência de embriões.”
Luís Adriano Teixeira, Diretor Comercial da ABS na América Latina, ressaltou a importância do encontro: “Receber uma comitiva da Malásia, composta por membros do Ministério de Alimento e Indústria e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reforça a confiança nos altos padrões de qualidade da ABS. Eles ficaram entusiasmados com o que viram e têm total interesse em acessar nossa genética assim que as condições para o comércio bilateral forem estabelecidas.”
A visita reforça o crescente interesse internacional pela genética bovina brasileira, evidenciando o potencial do Brasil como líder no setor de melhoramento genético e reprodução animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas
A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.
Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.
“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.
“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.
Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.
A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.
O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.
A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.
O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.
As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.
A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.
O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.
Fonte: Pensar Agro



