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MANDIOCA/CEPEA: Demanda supera oferta, e preços seguem firmes

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Cepea, 21/2/2022 – As cotações da raiz de mandioca continuam firmes, com a demanda superando a oferta. De acordo com colaboradores do Cepea, a disputa pelo produto aumentou nos últimos dias, sobretudo entre firmas de regiões distintas. Além disso, fecularias também demonstram interesse em realizar compras antecipadas para entrega no médio prazo (entre seis e nove meses). Quanto à oferta de raízes prontas para a colheita, está limitada em praticamente todas as praças, reflexo da redução das áreas plantadas com mandioca nos últimos anos. Além disso, o baixo rendimento de amido das raízes é determinante para a tomada de decisão para a comercialização. Entre 14 e 18 de fevereiro, a média nominal a prazo da tonelada posta fecularia foi de R$ 718,29 (R$ 1,2492 por grama de amido), 1,6% acima da média do período anterior. Em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI), está 39% maior que a do mesmo período do ano passado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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