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Mapa apresenta Plataforma AgroBrasil + Sustentável a produtores e organizações parceiras no evento de abertura da safra mineira de café
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No dia 5 de junho, a cafeicultura do Cerrado mineiro iniciou as comemorações dos 300 anos da cultura no Brasil com a realização, em Araguari (MG), da Abertura da Safra Mineira de Café. Realizado pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro (Coocacer), o evento celebra o início da colheita do café em Minas Gerais, estado responsável por cerca de 50% da produção nacional, reforçando a importância dessa cultura para a geração de renda e o fortalecimento de territórios produtivos.
O encontro reuniu autoridades governamentais, parlamentares e representantes do setor agrícola para promover debates estratégicos, identificando os desafios e as oportunidades para a produção de café de qualidade, com foco em inovação, boas práticas e no protagonismo do produtor rural.
Em sua participação, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Pedro Neto, apresentou a Plataforma AgroBrasil + Sustentável, uma ferramenta gratuita e voluntária que reúne informações a partir do cruzamento de dados oficiais, auxiliando o agricultor a comprovar o uso de práticas sustentáveis na produção e abrindo novas possibilidades de crédito e comercialização.
Sobre a Plataforma AgroBrasil + Sustentável
Lançada em dezembro de 2024, a Plataforma AgroBrasil + Sustentável é a única ferramenta pública que contribui para a qualificação dos produtores no atendimento às exigências socioambientais do mercado interno e externo. Foi desenvolvida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e está em constante evolução, possibilitando a inclusão de novos serviços.
Pode ser acessada por produtores rurais, empresas de certificação de programas de sustentabilidade e responsáveis técnicos que são delegados pelos produtores rurais para realizar a qualificação dentro dos serviços disponíveis na plataforma.
O acesso é gratuito e voluntário por meio do portal universal do Gov.BR. Ao entrar na plataforma, o login é feito por meio do CPF ou CNPJ e senha do Gov.BR. Os dados do produtor são extraídos automaticamente de acordo com a base de dados.
Informações à imprensa
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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