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Mapa e ApexBrasil alinham ações para abertura de mercado e fortalecimento de exportações na região amazônica
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta terça-feira (30) o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, para tratar da abertura do mercado chileno aos frigoríficos do Acre e Rondônia. A agenda reforça a estratégia do Governo Federal de ampliar as oportunidades comerciais do Brasil, com foco especial na região amazônica.
Durante a reunião, foram apresentadas ações voltadas para melhorar o fluxo de exportações de indústrias que atuam com carne suína e bovina no Acre. Entre as medidas destacadas estão o reforço do Vigiagro, o sincronismo entre a alfândega brasileira e a peruana e a renovação de certificados sanitários, iniciativas que garantem mais agilidade, eficiência e segurança para os frigoríficos da região.
O ministro Carlos Fávaro destacou que o trabalho conjunto tem fortalecido a presença internacional do Brasil. “Estamos intensificando esforços, sob a liderança do presidente Lula, para gerar mais oportunidades para o Brasil e para os brasileiros. Agora reforçamos as exportações pela rota bioceânica via Acre, com Chile, Peru e República Dominicana, além da renovação de certificados sanitários. Também vamos fortalecer o Vigiagro e sincronizar as operações com a alfândega peruana para tornar o processo mais ágil e eficiente. E, com a visita do presidente Lula à Malásia e à Indonésia, vamos buscar a habilitação dos frigoríficos do Acre, ampliando ainda mais a relação comercial do Brasil com o mundo”, afirmou.
O Acre ocupa uma posição estratégica na rota bioceânica, sendo o estado brasileiro mais próximo do Porto de Chancay, no Peru. Essa localização fortalece a conexão do Brasil com o Pacífico, ampliando o acesso a mercados como Chile, Peru e países da Ásia.
Nos próximos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Carlos Fávaro, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e outros membros do governo integrarão missão oficial à Indonésia (23 e 24 de outubro, em Jacarta) e à Malásia (25 e 26 de outubro, em Kuala Lumpur). A programação prevê Fóruns Econômicos e a reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). O objetivo é mapear oportunidades e discutir potenciais parcerias e investimentos entre o Brasil e os países da região, o que pode trazer novas oportunidades para o setor de proteína animal.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou a importância da pauta para os produtores da Amazônia. “Fávaro e eu discutimos como melhorar o trâmite de exportação na região do Acre, que faz fronteira com Bolívia e Peru. Em breve, o ministro estará no estado para mostrar que as coisas vão mudar muito e para habilitar frigoríficos, que trabalham com carne bovina e suína para novos mercados. O ministro já abriu mais de 440 mercados no mundo e segue liderando essa missão”, disse.
A expectativa é que, além da habilitação de frigoríficos do Acre e Rondônia para o mercado chileno, o esforço conjunto também fortaleça as exportações brasileiras em outras rotas estratégicas.
Informação à imprensa
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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE
A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.
Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.
Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil
No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.
Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.
O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.
Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada
De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.
Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.
Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028
A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.
Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.
A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.
Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia
Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).
A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.
A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.
Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril
Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.
O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.
Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações
A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.
Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.
O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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