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Mapa lança política para promover a conservação, a proteção, a valorização e o uso sustentável dos recursos genéticos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou nesta segunda-feira (31), em Brasília (DF), a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (RGen+Sustentável). A ação, que tem como objetivo promover a conservação, a proteção, a valorização e o uso sustentável da biodiversidade, vem sendo desenvolvida em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). ​

A política RGen+Sustentável propõe estratégias e projetos que irão contribuir para o a inovação agropecuária e florestal, desenvolvendo ações para a conservação e a utilização eficiente dos recursos genéticos, de maneira a promover a segurança alimentar, energética e climática. Tem em seu escopo o estímulo ao desenvolvimento de sistemas agropecuários sustentáveis, a geração de novas oportunidades de negócio e a valorização dos conhecimentos tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. 

De acordo com o secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, João Crescêncio, o Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta, tendo, com isso, uma responsabilidade singular neste cenário. “A implementação desta política reflete o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento dos mecanismos que asseguram a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, garantindo que futuras gerações possam continuar inovando e produzindo alimentos de forma resiliente e eficiente. Portanto, a articulação interministerial é um elemento-chave para o sucesso dessa política, garantindo que diferentes órgãos do governo trabalhem em sinergia para executá-la”, disse. 

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Ao final do lançamento, foi assinada a portaria interministerial instituindo o Comitê Gestor dessa política. Composto por 20 membros, distribuídos entre governo federal, estadual e sociedade civil organizada, o comitê visa promover a integração da RGen+Sustentável com políticas relacionadas a ela como a Estratégia Nacional de Bioeconomia, dentre outras.

De acordo com a secretária-executiva adjunta do MDA, Marina Godoi de Lima, essa é uma política bem importante, porque materializa a preocupação desse governo com a conservação da biodiversidade dos recursos genéticos e com a repartição justa dos benefícios derivados destes recursos, fazendo frente a um dos grandes desafios na agricultura, que é conciliar a produção de alimentos com a conservação da biodiversidade.

Mediados pelo diretor de Apoio à Inovação para Agropecuária do Mapa, Alessandro Cruvinel, técnicos dos três ministérios puderam esclarecer dúvidas e debater algumas das estratégias e ações propostas pela política. “Um dos pilares dessa política é a valorização e a promoção do uso sustentável e inovador dos recursos genéticos. Isso envolve o incentivo à pesquisa científica, à biotecnologia e à inovação, com foco no desenvolvimento de novas cultivares, novas raças e novos bioinsumos, que seguramente contribuem para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis que vão posicionar o Brasil em um papel de ainda maior destaque na segurança alimentar, energética e climática”, afirmou Cruvinel.

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Estiveram presentes ao encontro representantes de instituições públicas e privadas, de organismos internacionais, além de gestores e técnicos dos três ministérios envolvidos na ação.

RECURSOS GENÉTICOS

Os recursos genéticos abrangem todos e quaisquer materiais genéticos que possuem valor atual ou potencial para usos diretos ou indiretos na alimentação e na agropecuária. Englobam todas as espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários, que constituem a base da produção de alimentos e de outros produtos agrícolas.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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