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Mapa participa da La Chocolaterie em Buenos Aires, maior feira de cacau e produtos com chocolate da América Latina

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O Brasil participou da La Chocolaterie, maior feira dedicada ao chocolate na América Latina, realizada em Buenos Aires nos dias 28 e 29 de junho. Seis empresas brasileiras estiveram presentes, apresentando produtos que destacam o cacau e outros ingredientes regionais. Mais de 30 mil pessoas visitaram o evento, incluindo profissionais do setor e consumidores.

O Brasil é um dos três maiores exportadores de cacau e manteiga de cacau para a Argentina. Durante a feira, foram apresentados chocolates orgânicos e biodinâmicos, premiados mundialmente em concursos renomados, queijo de cabra curado no cacau, conhecido como “Cacau Zinho”, e chá feito a partir da casca da amêndoa de cacau. Esses produtos, junto com outros itens como chocolates com frutas amazônicas, foram destaque no evento. A Bahia, maior estado exportador de cacau do Brasil, foi responsável por uma parte significativa dos produtos apresentados.

O mercado argentino é de grande importância para as exportações brasileiras, que somaram US$ 1,5 bilhão em 2024 em produtos agropecuários, incluindo o cacau. A presença da Adida Agrícola do Brasil na Argentina, Andrea Parrila ao lado do Embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli, ressaltou a importância das ações de promoção comercial brasileira no estreitamento dos laços comerciais entre os dois países.

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Além da exibição de produtos, a feira teve como objetivo consolidar o mercado de cacau brasileiro na região, promovendo o intercâmbio de informações e a criação de novas parcerias comerciais entre produtores e distribuidores. O evento também evidenciou a participação de cooperativas e agricultores familiares, que vêm se destacando na produção de itens inovadores, de alta qualidade e com compromisso ambiental.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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