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Mato Grosso registra recorde histórico de exportações de soja para a China em outubro

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Mato Grosso encerrou outubro com crescimento expressivo nas exportações de soja, impulsionado pela forte demanda da China, principal destino do grão brasileiro. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques do Estado para o país asiático aumentaram 17,7% na comparação com setembro, atingindo 1,04 milhão de toneladas, o maior volume já registrado para o mês em toda a série histórica.

De janeiro a outubro, o Brasil exportou 100,6 milhões de toneladas de soja em grão, o que representa alta de 6,73% frente ao mesmo período de 2024. Apenas em outubro, o país embarcou 6,73 milhões de toneladas, superando o recorde anterior e apresentando crescimento de 42,84% em relação a outubro do ano passado.

China amplia compras e reforça posição como principal destino da soja brasileira

O desempenho recorde foi resultado da forte presença chinesa nas importações, que respondeu por 91,65% do total exportado pelo Brasil no mês. Tradicionalmente, neste período, o país asiático costuma voltar sua demanda para o mercado norte-americano, mas as tensões comerciais entre Estados Unidos e China têm levado o gigante asiático a priorizar compras do Brasil, considerado um parceiro estratégico e fornecedor mais competitivo.

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No caso específico de Mato Grosso, a China também liderou o destino das exportações estaduais, contribuindo de forma decisiva para o avanço dos embarques. Segundo o Imea, a tendência é que novembro mantenha um bom ritmo de exportações, sustentado pelo cenário de incertezas geopolíticas e pelo aumento da demanda internacional.

Comercialização da safra 2024/25 atinge 97,12% em Mato Grosso

No mercado interno, a comercialização da safra 2024/25 de soja em Mato Grosso alcançou 97,12% da produção total até outubro, registrando avanço de 1,42 ponto percentual em relação a setembro.

O Imea destaca que o menor volume de soja disponível no mercado, aliado à baixa necessidade de liquidez dos produtores e ao foco na semeadura da próxima safra, contribuiu para uma desaceleração nas negociações.

O preço médio da soja negociado em outubro foi de R$ 121,45 por saca, representando alta de 0,77% frente ao mês anterior, refletindo leve recuperação nas cotações após semanas de estabilidade.

Safra 2025/26 avança, mas vendas seguem abaixo da média histórica

As vendas antecipadas da safra 2025/26 avançaram 4,62 pontos percentuais em outubro, alcançando 36,08% da produção estimada no Estado. Apesar do progresso, o ritmo de comercialização ainda é 2,27 p.p. inferior ao observado na safra anterior e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos.

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O atraso nas negociações reflete a incerteza sobre o desenvolvimento da nova safra, especialmente em função do clima irregular e dos custos de produção elevados, que têm reduzido o apetite por novos contratos.

O preço médio da soja para a safra futura foi de R$ 110,91 por saca, com alta de 1,49% em relação a setembro, movimento impulsionado pela demanda internacional firme e pela expectativa de ajustes nos preços internos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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