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Mel Casanova recebe Selo Arte com apoio da FAESC/SENAR e passa a ser comercializado em todo o Brasil
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O produtor Luciano Casanova, de Salto Veloso (SC), conquistou o Selo Arte para o Mel Casanova, agora autorizado a ser vendido em todo o território nacional. A certificação é resultado do trabalho conjunto entre a família do produtor, o Sindicato Rural de Água Doce e o Sistema FAESC/SENAR, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
“Agora, todo o Brasil terá acesso a um mel de qualidade, produzido com tradição e inovação por uma família que está na terceira geração da atividade”, destaca o supervisor regional do Senar/SC, Jeam Carlos Palavro.
Uma história de tradição, apoio técnico e visão de futuro
Luciano iniciou sua trajetória na apicultura em 2018, quando adquiriu as primeiras caixas de abelhas. Em 2021, decidiu investir na estrutura de extração de mel, com centrífuga e mesa de desoperculação.
A partir desse momento, contou com o acompanhamento técnico do ATeG, inicialmente com Mateus Pagliarini, que orientou sobre o manejo, legislação e melhorias na agroindústria, e depois com o técnico Isaac, que o auxiliou diretamente no desenvolvimento dos enxames e na qualidade do produto.
“Desde o início, buscamos sempre pensar no futuro: melhorar a qualidade e agregar valor ao nosso produto e à propriedade. Com o apoio da ATeG, conquistamos o selo municipal em agosto de 2024 e, em dezembro, decidimos buscar o Selo Arte para alcançar novos mercados”, explica Luciano.
Mel catarinense conquista novos mercados
A conquista do Selo Arte em 2025 marca um novo capítulo para a agroindústria da família Casanova, permitindo que o mel produzido no Meio-Oeste catarinense chegue a consumidores de todo o Brasil. “É uma vitória que valoriza nosso trabalho e fortalece nossa marca no mercado nacional”, comemora o produtor.
O presidente do Sistema FAESC/SENAR, José Zeferino Pedrozo, ressalta a importância da certificação:
“Essa conquista representa um avanço para o produtor e sua família, mas também para o setor apícola e para o fortalecimento da agroindústria familiar em Santa Catarina.”
ATeG transforma o campo em Santa Catarina
A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR/SC é considerada uma das principais ferramentas para o fortalecimento do meio rural em Santa Catarina. Desde sua implantação em 2016, já atendeu milhares de produtores e promoveu avanços concretos na gestão e produtividade de diversas cadeias produtivas.
Atualmente, o programa atende 11 cadeias: agroindústria, agroindústria apícola, apicultura, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocultura de corte, piscicultura e turismo rural.
A coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, reforça que o trabalho vai além da assistência técnica:
“A ATeG é uma parceria verdadeira com o produtor. Nossos técnicos acompanham as famílias de perto, identificam os desafios e propõem soluções que melhoram a gestão, aumentam a produtividade e elevam a qualidade de vida no campo.”
O superintendente do SENAR/SC, Gilmar Antonio Zanluchi, também destaca a relevância do programa:
“Acreditamos que investir em conhecimento técnico e gestão é o caminho para garantir um campo competitivo, sustentável e cada vez mais forte.”
Com o apoio da ATeG e o comprometimento da família Casanova, o Mel Casanova agora representa não apenas o sabor da região de Salto Veloso, mas também o sucesso da união entre tradição, técnica e visão de mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.
A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.
A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.
O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.
Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.
O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.
A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.
Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.
A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.
Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.
Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.
A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.
Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.
A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.
É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.
Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.
A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.
Fonte: Pensar Agro



