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Mercado da soja enfrenta pressão global e mudanças na rentabilidade da indústria

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O complexo soja atravessa um momento de fortes oscilações no mercado internacional e doméstico. Entre ajustes de preços, mudanças na margem da indústria e impactos de decisões políticas externas, produtores e tradings buscam estratégias para garantir rentabilidade.

Óleo de soja ganha protagonismo na indústria

Segundo levantamento do Cepea, pela primeira vez, a participação do óleo de soja na margem da indústria esmagadora superou a do farelo. Na última semana, o óleo respondeu por 50,3% da chamada crush margin, contra 49,7% do farelo. O fenômeno está ligado à queda mais acentuada dos preços da soja em grão e do farelo, enquanto o óleo recuou de forma mais leve.

A demanda crescente por biodiesel, no Brasil e nos Estados Unidos, sustenta os preços do óleo. Já a entrada da safra 2025/26 dos EUA e a isenção temporária do imposto de exportação na Argentina aumentaram a oferta global, pressionando cotações tanto na América do Sul quanto em Chicago.

Redução da demanda chinesa pesa sobre preços

Análises da TF Agroeconômica apontam que os preços internos da soja no Brasil registraram quedas de até -3,35% no mês e -3,00% em 2025. O principal fator é a menor demanda da China no curto prazo. O país já garantiu estoques para outubro e novembro, com compras de 2,66 milhões de toneladas da Argentina e embarques brasileiros de 7,15 milhões de toneladas em setembro.

Além disso, os chineses anteciparam aquisições em agosto, o que reduziu a pressão compradora neste momento. Do lado da oferta, a Conab projeta aumento de 3,5 milhões de toneladas na produção brasileira, enquanto o USDA estima alta de 6 milhões. Esse cenário amplia a pressão baixista no mercado global.

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Produtores devem travar margens

De acordo com a TF Agroeconômica, quem realizou vendas antecipadas chegou a obter margens de até 20%. Atualmente, a lucratividade média é de 12,80%, com preços de balcão em torno de R$ 125 por saca. A consultoria recomenda não esperar por altas incertas e garantir o lucro disponível.

Além disso, especialistas orientam que os produtores adotem ferramentas digitais e envolvam os filhos na gestão do agronegócio, ampliando a visão estratégica e de longo prazo.

Soja abre semana em queda em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de soja abriram a semana com leves baixas, operando em US$ 10,29 (janeiro) e US$ 10,60 (maio) por bushel. Enquanto o farelo apresentou ganhos, o óleo de soja e o milho recuaram.

O mercado segue atento à falta de compras chinesas nos Estados Unidos, já que o país concentra aquisições na América do Sul, e ao avanço da colheita norte-americana. No Brasil, o plantio avança em ritmo acelerado, atingindo 4,16% da área até a última sexta-feira, contra apenas 0,54% no mesmo período do ano passado.

Traders aguardam ainda o relatório de estoques trimestrais do USDA, previsto para esta terça-feira (30).

Pressão sobre preços no Sul e no Centro-Oeste

No Rio Grande do Sul, os preços da soja caíram para R$ 133,50/saca nos portos (-0,74%), enquanto no interior oscilaram em torno de R$ 130,00. Em Santa Catarina, a ausência de dados locais reforça a dependência das referências de Chicago e dos portos do Sul, onde Paranaguá registrou R$ 134,21/saca.

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No Paraná, os preços variaram entre R$ 126,71 em Maringá e R$ 133,91 em Pato Branco. Já no Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso, os negócios seguem ancorados nos sinais externos, diante da falta de indicadores atualizados.

Decisão da Argentina influencia mercado

Na última semana, a soja encerrou em alta em Chicago, mas acumulou perdas semanais. O contrato de novembro fechou em US$ 1.013,75/bushel (+0,15%), e o de janeiro a US$ 1.033,00/bushel (+0,15%). Ainda assim, no acumulado semanal, a oleaginosa caiu -1,15%, acompanhada por retração de -5,0% no farelo e -0,86% no óleo.

O principal fator foi a suspensão temporária do imposto de exportação na Argentina, que liberou um volume adicional de vendas estimado em US$ 7 bilhões. O movimento atraiu compradores chineses, reduzindo a janela de exportações dos Estados Unidos e aumentando a pressão baixista sobre os preços.

Impactos políticos e econômicos

A decisão argentina teve ainda reflexos políticos, ao reduzir a demanda pela soja americana em plena safra, pressionando um setor importante para a base eleitoral de Donald Trump. Esse cenário reforça a incerteza sobre o comportamento do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Edipo Araujo participa do “Bom Dia, Ministro”

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou do Bom dia, Ministro”, nesta quinta-feira (16/04), às 8h. O Programa é produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A transmissão aconteceu por rádio, televisão e internet, por meio do Canal Gov. 

A entrevista em formato de coletiva, foi concedida a diversos jornalistas de diferentes meios de comunicação, não apenas do governo federal. O ministro abriu a entrevista respondendo a uma pergunta sobre o Programa Mais Saúde na Pesca Artesanal“Essa política é muito importante porque são mais de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras artesanais, para os quais precisamos ter um olhar muito especial. Estamos falando de um grupo formado em mais de 50% de mulheres, que estão expostas a diversos riscos e problemas de saúde”, afirmou. 

Ele também explicou como a política vai ser implementada. “São mais de R$ 500 milhões em investimentos previstos para o programa. Só em 2026 devem ser aplicados mais de R$ 26 milhões. Isso é feito em parceria com o Ministério da Saúde e com os governos locais. Teremos um recorte geográfico, que deve contemplar os estados e municípios com maior relevância para a pesca artesanal, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Acreditamos que a partir de junho, julho, já tenhamos especialistas na área da saúde atendendo aos pescadores e pescadoras”, destacou o ministro. 

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Combate a fraudes

Em seguida, Edipo respondeu uma pergunta de um jornalista paranaense sobre as medidas de combate a fraudes no seguro-defeso. Ele esclareceu que o Ministério da Pesca e Aquicultura não é responsável pela concessão do benefício, cuja gestão é atribuição do Ministério do Trabalho e Emprego. O MPA faz a gestão do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), que é um dos requisitos para o recebimento do seguro. 

“O Ministério da Pesca e Aquicultura dialoga diretamente com o MTE, trazendo as dificuldades dos pescadores. A gente vem trabalhando para alcançar esse público, sabendo que eles têm problemas, vulnerabilidades e, muitas vezes estão marginalizados. Também estamos trabalhando junto com o MTE para que os verdadeiros pescadores recebam o seguro”, declarou o ministro. 

Nota Fiscal do Pescado

Recentemente, o MPA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgaram uma nota conjunta definindo a Nota Fiscal do Pescado como documento de origem. Na entrevista de hoje cedo, Edipo Araujo também respondeu a uma pergunta sobre a norma, que foi atualizada.  

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O ministro tranquilizou os pescadores e aquicultores, pois a medida não visa prejudicar quem comercializa o pescado, mas sim, dá mais segurança a quem compra, faz o beneficiamento e para os consumidores.  

Edipo explicou que a nova portaria inova ao criar a autodeclaração, que permite que os pescadores e aquicultores desembarquem a mercadoria, pois já existe uma notificação prévia aos órgãos governamentais. “Estamos dialogando com outros órgãos, como o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), e com o setor produtivo, para encontrar soluções para que o pequeno produtor, o pescador artesanal, possa comercializar seu produto com qualidade e segurança”, ressaltou. 

O ministro da Pesca e Aquicultura também falou sobre temas como segurança alimentar, rastreabilidade, o Novo Acordo Rio Doce, entre outros. Você pode ouvir e assistir a entrevista completa clicando no link abaixo. 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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