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Mercado da soja segue pressionado por cautela, limitações logísticas e clima favorável nos EUA
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Cautela domina comercialização da soja no Sul do Brasil
A comercialização da soja segue com ritmo lento e marcada pela cautela no Sul do país. No Rio Grande do Sul, os preços estão sob pressão devido à estiagem que afetou significativamente a produtividade da safra. De acordo com a TF Agroeconômica, os valores reportados para julho (entrega e pagamento no fim do mês) giram em torno de R$ 135,00 no porto. No interior, os preços variam conforme a praça:
- R$ 129,00 em Cruz Alta (pagamento 30/07, para exportador)
- R$ 129,00 em Passo Fundo (pagamento fim de agosto)
- R$ 129,00 em Ijuí e Santa Rosa/São Luiz (pagamento no final de agosto)
Em Panambi, o preço caiu para R$ 118,00 por saca ao produtor
Em Santa Catarina, o cenário também é de prudência. A logística tem sido um ponto de atenção, com foco em evitar gargalos no escoamento e preservar a qualidade dos grãos. O estado aposta em melhorias via Plano Safra para reforçar a infraestrutura. O início do vazio sanitário em julho também reforça o compromisso fitossanitário estadual. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 135,28, com queda de 0,65%.
No Paraná, os preços variam entre as principais regiões produtoras:
- Paranaguá: R$ 135,44 (-0,12%)
- Cascavel: R$ 122,63 (-0,52%)
- Maringá: R$ 120,98 (-0,21%)
- Ponta Grossa: R$ 122,91 (-0,30%) no FOB e R$ 118,00 no balcão
- Pato Branco: R$ 135,28 (-0,65%)
Mato Grosso do Sul e Mato Grosso enfrentam gargalos logísticos e de armazenagem
Apesar do crescimento nas exportações, a falta de estrutura de armazenagem ainda limita os negócios em Mato Grosso do Sul. Mesmo com o aumento do uso da hidrovia do Paraguai, os gargalos internos comprometem a eficiência da comercialização e restringem os ganhos dos produtores. Os preços da soja no mercado spot giram em torno de:
- R$ 119,98 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia (+0,03%)
- R$ 107,84 em Chapadão do Sul (+0,21%)
No Mato Grosso, mesmo com a safra recorde registrada em Sorriso e avanço nas vendas, a rentabilidade dos produtores segue impactada pela dependência de infraestrutura privada. A Aprosoja MT tem intensificado ações para ampliar a construção de silos nas propriedades, buscando maior autonomia comercial. Os preços nas principais praças são:
- Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis: R$ 115,59
- Lucas do Rio Verde e Nova Mutum: R$ 111,92
- Sorriso: R$ 111,46
Soja opera com estabilidade em Chicago antes de relatório do USDA
Na Bolsa de Chicago, o mercado da soja manteve-se estável na manhã desta quinta-feira (10), com os investidores adotando uma postura de cautela à espera do novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para sexta-feira (11). Às 7h20 (horário de Brasília), o contrato de agosto registrava leve queda de 2 pontos, cotado a US$ 10,07, enquanto o de novembro subia 1,75 ponto, para US$ 10,09 por bushel.
As novas tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump, que incluem uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros, continuam no radar dos traders, aumentando a volatilidade do mercado.
Clima favorável nos EUA pressiona cotações e derivados da soja
Na quarta-feira (9), os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, com destaque para o contrato de agosto, que caiu 1,20% (12,25 cents), fechando a US$ 10,09 por bushel, e o de setembro, que recuou 1,09%, a US$ 9,9750. A pressão veio das boas condições climáticas nas lavouras dos EUA e dos ajustes dos investidores antes do relatório do USDA.
Os derivados da oleaginosa também apresentaram recuo:
- Farelo de soja para agosto: queda de 0,48%, cotado a US$ 269,40/ton curta
- Óleo de soja: recuo de 1,52%, a US$ 53,29/libra-peso
As previsões climáticas indicam chuvas consistentes nos próximos dias no Centro-Oeste dos EUA, especialmente nas regiões Norte e Oeste do cinturão agrícola, o que pode favorecer o desenvolvimento das lavouras e, por consequência, pressionar ainda mais os preços.
Além disso, a ausência de compras chinesas da nova safra norte-americana gera incerteza entre os traders, que veem uma possível mudança na origem das importações — o que pode beneficiar exportadores como o Brasil no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de trigo segue em alta com oferta restrita no Brasil e maior dependência de importações
O mercado brasileiro de trigo manteve viés de alta ao longo da semana, sustentado por fundamentos como oferta doméstica restrita, dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade e aumento da dependência do mercado externo. O ritmo de negociações seguiu pontual, refletindo o desalinhamento entre compradores e vendedores e a postura cautelosa da indústria.
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário continua marcado pela escassez de produto, especialmente nos padrões mais elevados de qualidade. Esse fator tem sido determinante para manter os preços firmes, mesmo com baixa fluidez nas negociações.
Demanda ativa no Paraná eleva preços e amplia divergência entre compradores
No Paraná, a semana foi caracterizada por uma demanda mais aquecida, embora com comportamento heterogêneo entre os agentes do mercado. Moinhos com estoques mais confortáveis operaram com indicações de preços mais baixas, enquanto compradores que necessitam recompor estoques aceitaram pagar valores mais elevados.
Segundo Bento, esse diferencial de preços explica a baixa fluidez nas negociações. Ainda assim, há uma tendência de convergência gradual nas cotações, à medida que o mercado busca equilíbrio.
Rio Grande do Sul registra negociações pontuais e valorização por qualidade
No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhante, com negociações pontuais e sustentação das cotações. O mercado segue ajustado, com vendedores mantendo posição firme e compradores atuando de forma seletiva.
A diferenciação por qualidade se intensificou no estado, ampliando o prêmio pago por lotes de melhor padrão, o que reforça o cenário de valorização para produtos com maior aptidão para panificação.
Oferta insuficiente amplia dependência de importações
A restrição de oferta também evidencia um descompasso relevante entre disponibilidade e demanda, especialmente no Paraná. O volume disponível no mercado interno é significativamente inferior à necessidade da indústria, o que reforça a dependência de importações.
Nesse contexto, a Argentina tende a ganhar protagonismo como principal fornecedora de trigo ao Brasil. No entanto, limitações relacionadas à qualidade do produto argentino podem restringir a oferta efetiva de trigo panificável.
Segundo o analista, a preocupação com o padrão do produto disponível para exportação ganha importância estratégica, pois influencia diretamente a formação de preços e a disponibilidade de suprimento no mercado interno.
Mercado internacional reage a tensões geopolíticas e clima nos EUA
No cenário externo, o mercado de trigo foi impactado por fatores geopolíticos e climáticos. A valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da semana refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e as preocupações com as condições climáticas nas Planícies dos Estados Unidos.
O risco de interrupções logísticas e o clima adverso nas áreas produtoras mantiveram o viés de alta nas cotações internacionais.
Câmbio limita repasse de alta ao mercado interno
Apesar do cenário altista, o câmbio atuou como fator de contenção no mercado doméstico. A valorização do real, com o dólar abaixo de R$ 5,00, reduziu o custo de importação do trigo e limitou repasses mais intensos aos preços internos.
De acordo com Bento, esse movimento ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante de fundamentos que indicam pressão de alta. A redução no custo de internalização do produto importado tem sido um elemento importante para conter avanços mais expressivos nas cotações no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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