AGRONEGOCIOS
Mercado de algodão desacelera, mas mostra sinais de retomada com demanda em vários prazos
AGRONEGOCIOS
Mercado desacelera, mas dá sinais de recuperação
Na última semana, o mercado brasileiro de algodão apresentou desaceleração nas negociações. De acordo com a Safras Consultoria, os compradores ficaram mais cautelosos, adotando bases de preço mais baixas, enquanto os vendedores mantiveram uma postura mais retraída. Mesmo assim, o mercado indicou sinais de melhora nos dias que antecederam, com demanda ativa tanto para operações à vista (spot), quanto para contratos a 30 dias e para a safra 2026.
Preços no CIF São Paulo e em Rondonópolis apresentam leves altas
No mercado paulista, a cotação do algodão no CIF (Cost, Insurance and Freight) fechou a quinta-feira (22) em cerca de R$ 4,35 por libra-peso, registrando um aumento de 0,69% em relação a uma semana antes, quando o valor era de R$ 4,32 por libra-peso.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço da pluma alcançou R$ 4,20 por libra-peso, equivalente a R$ 139,05 por arroba, o que representa uma alta de 1,05% em comparação a 15 de maio, quando a cotação estava em R$ 4,16 por libra-peso (R$ 137,61 por arroba).
Exportações brasileiras batem recorde e mostram mudança nos destinos
Segundo o boletim mensal de abril da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil exportou 2.383,1 mil toneladas de algodão no acumulado de agosto de 2024 a abril de 2025, gerando uma receita total de US$ 4,12 bilhões. Esse volume representa um recorde para os oito primeiros meses do ano comercial, com crescimento de 12% em relação ao mesmo período da safra anterior.
Vietnã assume a liderança como principal destino da fibra brasileira
No período analisado, o Vietnã liderou como maior importador do algodão brasileiro, com 462 mil toneladas recebidas, o que corresponde a 19% do total exportado. Essa posição superou a China, que reduziu seus embarques em 775 mil toneladas na comparação anual.
Crescimento nas exportações para Paquistão, Vietnã e Turquia
Além do Vietnã, o Brasil ampliou suas vendas para outros mercados importantes, com destaque para o aumento das exportações ao Paquistão (+334 mil toneladas), Vietnã (+179 mil toneladas) e Turquia (+151 mil toneladas). O Egito, mercado mais recente para a fibra brasileira, já figura entre os dez principais destinos das exportações nacionais.
O mercado segue atento às movimentações e perspectivas para os próximos meses, com a expectativa de que a retomada do ritmo comercial possa se consolidar diante das demandas internas e externas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura
Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.
Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.
Brasil e Itália ampliam parceria
Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.
Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.
MPA também assina MdE com a FitI
Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.
A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.
Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional
A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.
Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.
“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.
A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras. Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]



