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Mercado de boi no Brasil apresenta acomodação de preços, com exportações em alta e expectativa de estabilidade

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Acomodação de preços domina mercado de boi no Brasil

O mercado brasileiro de boi passou por um momento de maior acomodação nos preços, com tentativas de compra em patamares mais baixos, especialmente devido ao aumento nas escalas de abate no Centro-Norte do Brasil. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário reflete um ajuste nas negociações, ainda que as escalas de abate sigam sem grande conforto, principalmente no estado de São Paulo.

Em São Paulo, o mercado experimentou um movimento de estabilidade nos preços, com a cotação do boi gordo mantendo-se firme, apesar de uma menor agilidade nas escalas de abate. Iglesias destaca que, sob o ponto de vista da demanda, as exportações continuam sendo o principal fator de sustentação, com um diferencial importante vindo dos Estados Unidos, que enfrenta uma produção deficitária.

Preços do boi gordo em diferentes regiões

No dia 11 de dezembro, os preços do boi gordo na modalidade a prazo estavam estáveis em várias regiões do Brasil:

  • São Paulo (Capital): R$ 325,00 por arroba, sem variação em relação ao final de semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 320,00 por arroba, mantendo o mesmo preço da semana passada.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00 por arroba, sem alterações comparado à semana anterior.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00 por arroba, estável em relação à última semana.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00 por arroba, sem mudança desde a semana passada.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00 por arroba, inalterado em comparação com o fim da semana passada.
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Mercado atacadista com leve alta nos preços

No mercado atacadista, houve um cenário de preços estáveis a levemente mais altos durante a semana. Iglesias observa que a alta de preços ainda é possível, impulsionada pelo bom momento de consumo interno, em função da entrada do 13º salário, da criação de empregos temporários e das tradicionais confraternizações de fim de ano.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 26,50 o quilo, com um aumento de 0,96% em relação à semana passada.

O quarto dianteiro do boi manteve-se em R$ 18,50 o quilo, sem alterações.

Exportações de carne bovina mostram crescimento significativo

As exportações de carne bovina do Brasil em dezembro até o momento somaram US$ 430,97 milhões, com uma média diária de US$ 86,19 milhões. O total de carne exportada alcançou 76,72 mil toneladas, com média diária de 15,34 mil toneladas. O preço médio por tonelada foi de US$ 5.671,30.

Comparado ao mesmo período de 2024, as exportações apresentaram um aumento expressivo:

  • Valor médio diário: +80,5%
  • Quantidade média diária exportada: +59,1%
  • Preço médio: +13,4%
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Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, confirmando o bom desempenho do Brasil no mercado internacional, especialmente no setor de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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