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Mercado de carne de frango mantém tendência de queda nos preços, enquanto gripe aviária segue no radar
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O mercado brasileiro de carne de frango registrou preços estáveis ou mais fracos ao longo da semana. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios voltou a sinalizar queda nos preços no curto prazo.
No atacado, os preços mantiveram-se acomodados, com algumas retrações pontuais em cortes como peito, filé e sassami. Segundo Iglesias, a estratégia da indústria frigorífica de manter estoques tem ajudado a evitar quedas mais acentuadas.
Gripe aviária: casos suspeitos em investigação, mas biosseguridade é elogiada
A situação da gripe aviária permanece sob atenção, mas com um cenário considerado mais controlado. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), até as 19h de quinta-feira (5), havia 12 casos suspeitos da doença sendo investigados em galinhas domésticas nos seguintes municípios:
- Lábrea (AM)
- Castanhal e Itaituba (PA)
- Itajuípe (BA)
- Macapá (AP)
- Novo Cruzeiro (MG)
- Capela de Santana e Westfalia (RS)
Além disso, há quatro suspeitas em aves silvestres envolvendo garibaldi, pombo, albatroz-de-sobrancelha e garça-branca-grande em diferentes estados.
Atualmente, três casos de gripe aviária seguem em andamento no país:
- Sapucaia do Sul (RS): marreca-carolina, pato-do-mato, marreca-de-coleira e cisnes (várias espécies)
- Mateus Leme (MG): ganso, irerê, pavão-comum e cisne-negro
- Brasília (DF): irerê
Iglesias destacou que, embora os casos ainda estejam sob investigação, as chances de confirmação em granjas comerciais são pequenas, graças à condução eficiente dos protocolos de biosseguridade.
Negociações com países importadores já foram iniciadas
O Mapa já iniciou conversas com a União Europeia, China e outros parceiros comerciais para retomar as exportações de carne de frango. Segundo o ministro Carlos Fávaro, a União Europeia enviou um questionário que já foi respondido pelas autoridades brasileiras. Ele afirmou que é provável que países como China, UE e México flexibilizem as restrições antes mesmo do fim do período de 28 dias de vazio sanitário, que se encerra em 18 de junho.
Panorama de preços nas principais praças do país
Levantamento semanal da Safras & Mercado apontou as seguintes variações:
- Minas Gerais: quilo vivo caiu de R$ 5,90 para R$ 5,70
- São Paulo: de R$ 5,70 para R$ 5,50
- Santa Catarina (integração): manteve R$ 4,70
- Oeste do Paraná (integração): estável em R$ 5,00
- Rio Grande do Sul (integração): estabilidade em R$ 4,80
- Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,80 para R$ 5,60
- Goiás: de R$ 5,80 para R$ 5,65
- Distrito Federal: de R$ 5,90 para R$ 5,70
- Pernambuco: de R$ 7,50 para R$ 6,50
- Ceará: de R$ 7,80 para R$ 7,00
- Pará: de R$ 8,00 para R$ 7,20
Preços no atacado e na distribuição seguem estáveis
Segundo dados da Safras & Mercado:
- Cortes congelados – Atacado SP:
- Peito: R$ 10,60/kg
- Coxa: R$ 7,50/kg
- Asa: R$ 11,60/kg
- Distribuição SP:
- Peito: R$ 10,80/kg
- Coxa: R$ 7,70/kg
- Asa: R$ 11,80/kg
- Cortes resfriados – Atacado SP:
- Peito: R$ 10,70/kg
- Coxa: R$ 7,60/kg
- Asa: R$ 11,70/kg
- Distribuição SP:
- Peito: R$ 10,90/kg
- Coxa: R$ 7,80/kg
- Asa: R$ 11,90/kg
Exportações recuam em valor e volume, mas preço médio da tonelada sobe
As exportações brasileiras de carne de frango e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) movimentaram US$ 654,66 milhões em maio, com média diária de US$ 31,17 milhões. O volume total exportado foi de 363,1 mil toneladas, com média diária de 17,29 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 1.802,90.
Em comparação com maio de 2024:
- Queda de 12,9% no valor médio diário
- Baixa de 14,4% na média diária exportada
- Alta de 1,8% no preço médio da tonelada
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA alcança marca de 1.000 Certificados de Admissibilidade para exportação de pescado aos EUA
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) alcançou a marca de 1.000 Certificados de Admissibilidade (COA) emitidos para cargas de pescado e produtos pesqueiros destinados aos Estados Unidos. O resultado reforça a atuação do Ministério no controle e na rastreabilidade da produção pesqueira brasileira e na certificação exigida para acesso ao mercado norte-americano.
O COA passou a ser exigido pelos Estados Unidos a partir de 1º de janeiro de 2026 para determinados produtos pesqueiros importados. O documento atesta que a carga não está sujeita às restrições de importação previstas na legislação norte-americana de proteção aos mamíferos marinhos, contribuindo para a comprovação da conformidade e da origem legal do pescado brasileiro.
A maioria dos certificados foi analisada, emitida e encaminhada às empresas exportadoras em menos de 24 horas. A agilidade demonstra a capacidade do MPA de assegurar o rigor necessário à verificação das informações sem comprometer a resposta às demandas do setor produtivo.
A rapidez no processo é especialmente importante para produtos de maior perecibilidade, como pescados frescos e congelados, contribuindo para que as cargas brasileiras cheguem ao mercado dos Estados Unidos com qualidade, segurança e regularidade.
A emissão do milésimo COA representa, assim, um avanço na capacidade operacional do MPA para atender às demandas de certificação e, ao mesmo tempo, fortalecer os mecanismos de controle necessários à comercialização internacional do pescado brasileiro.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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