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Mercado de feijão inicia março em queda após meses de alta e menor demanda pressiona preços

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O mercado brasileiro de feijão começou o mês de março em movimento de ajuste, após um período de valorização consistente nos últimos meses. De acordo com dados do Indicador Cepea/CNA, a retração nas cotações reflete principalmente a menor presença de compradores nas principais praças do país.

Apesar das quedas recentes, os preços ainda se mantêm, em muitos casos, acima dos níveis observados em fevereiro, indicando um mercado em fase de acomodação.

Menor demanda impacta negociações nas principais regiões

A primeira quinzena de março foi marcada por recuo nos preços em diversas regiões produtoras. O enfraquecimento da demanda reduziu o ritmo dos negócios, pressionando as cotações, especialmente para grãos de qualidade intermediária.

Esse cenário evidencia um momento de ajuste natural do mercado, após altas consecutivas registradas nos meses anteriores.

Feijão carioca de maior qualidade registra queda moderada

Para o feijão carioca de melhor padrão (notas 9 ou superior), as cotações apresentaram queda em importantes regiões produtoras.

Entre os dias 6 e 13 de março, os preços recuaram 2,15% no Noroeste de Minas e 0,92% no Leste de Goiás. Em Itapeva (SP), as cotações se mantiveram praticamente estáveis, com produtores adotando postura cautelosa e aguardando uma retomada mais consistente da demanda.

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Mesmo com os recuos recentes, na parcial de março, os preços dessa categoria ainda estão cerca de 8,7% acima dos registrados em fevereiro.

Grãos intermediários sofrem maior pressão, mas há sinais de reação

No caso do feijão carioca com notas 8 e 8,50, a pressão sobre os preços foi mais intensa, especialmente em lotes impactados pelas chuvas, que comprometeram a qualidade.

Entre os dias 5 e 12 de março, as cotações caíram 5,15% no Distrito Federal e 3,23% no Noroeste de Minas.

Por outro lado, algumas regiões já começam a apresentar sinais de recuperação. No Triângulo Mineiro e na Metade Sul do Paraná, a redução da oferta — após liquidações recentes — contribuiu para sustentar altas semanais.

Feijão preto recua com aumento da oferta da primeira safra

O mercado de feijão preto tipo 1 também registrou queda nas cotações, influenciado pelo aumento das intenções de venda, especialmente de lotes provenientes da primeira safra.

Na Metade Sul do Paraná, os preços recuaram 2,48% entre os dias 6 e 13 de março. Em Itapeva (SP), a queda foi ainda mais acentuada, chegando a 2,97% no mesmo período.

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Apesar disso, a média parcial de março segue cerca de 1,1% acima da registrada em fevereiro, indicando que o movimento atual ainda não reverte totalmente os ganhos recentes.

Mercado segue em fase de ajuste após altas recentes

O comportamento do mercado de feijão neste início de março reflete um processo de acomodação após meses de valorização. A menor presença de compradores, aliada ao aumento pontual da oferta em algumas regiões, tem sido determinante para o recuo das cotações.

Ainda assim, os níveis de preços permanecem relativamente sustentados na comparação mensal, o que indica que o mercado segue atento à evolução da demanda e às condições de oferta nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão tem oferta apertada após quebra histórica da 2ª safra e mercado segue firme no Brasil

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com cenário de oferta restrita, especialmente para os grãos de melhor qualidade, o que manteve sustentação nas cotações do feijão carioca. Apesar disso, a liquidez permaneceu baixa, com compradores já abastecidos e atuando apenas em reposições pontuais para o consumo imediato.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado pela escassez de feijões extras, com notas 9 e 9,5, que praticamente desapareceram do mercado ao longo da semana, fator que continua sustentando os preços mesmo sem um volume relevante de negócios.

Oferta concentrada e impacto climático reduzem disponibilidade

A oferta de feijão de maior qualidade segue concentrada principalmente em Minas Gerais e Goiás, enquanto o Paraná ainda sente fortemente os impactos climáticos sobre produtividade e padrão dos grãos.

A revisão da segunda safra 2025/26 confirmou um cenário de forte retração, com queda de 38,3% na produção paranaense e recuo de 14,93% na produção nacional, consolidando um quadro de aperto estrutural na oferta do produto.

De acordo com o analista Evandro Oliveira, a entrada da terceira safra ainda não é suficiente para mudar o cenário de abastecimento.

“A terceira safra iniciou a colheita em áreas irrigadas de Minas Gerais, Goiás e Bahia, porém com volumes ainda insuficientes para alterar o abastecimento”, destaca.

Mercado do feijão carioca segue firme com negócios seletivos

O feijão carioca encerrou a semana com preços nominais e forte seletividade nas negociações. Produtores seguem resistentes às ofertas mais baixas, enquanto compradores priorizam apenas reposições pontuais.

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A combinação entre oferta limitada de grãos superiores e demanda ainda seletiva mantém o mercado em um patamar de firmeza, especialmente para os lotes de melhor qualidade.

Segundo Oliveira, o comportamento do consumo será determinante no curto prazo.

“A evolução do consumo seguirá determinando a velocidade dos negócios, mas os fundamentos continuam favoráveis à manutenção de um mercado estruturalmente firme no curto e médio prazo”, afirma.

Feijão preto tem baixa liquidez e consumo enfraquecido

No mercado do feijão preto, o cenário foi de baixa movimentação ao longo da semana, com liquidez reduzida e consumidores atuando de forma cautelosa.

Comerciantes e empacotadores permanecem abastecidos e realizam apenas compras pontuais para reposição de estoques, o que limita a recuperação dos preços no curto prazo. Do lado da oferta, produtores seguem resistentes às indicações mais baixas praticadas pelo mercado.

As referências de preços permaneceram praticamente estáveis, sem força para uma reação consistente.

“As referências de preços oscilaram pouco, refletindo um mercado praticamente nominal e sem força para estabelecer recuperação consistente”, avalia o analista da Safras & Mercado.

Oferta menor sustenta fundamentos, mas demanda freia reação

Apesar do cenário de preços estáveis e baixa liquidez, os fundamentos de médio prazo indicam um ambiente mais apertado para o feijão no Brasil.

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A forte redução da segunda safra, especialmente no Paraná, somada ao recuo da produção nacional, reforça a tendência de menor disponibilidade ao longo do segundo semestre.

No entanto, a demanda ainda fraca tem neutralizado parte desse efeito, atrasando uma possível recomposição mais forte dos preços.

Perspectiva para o mercado de feijão no Brasil

O mercado segue atento ao comportamento da indústria, do varejo e da reposição de estoques, fatores que devem definir os próximos movimentos de preços.

Caso haja retomada do consumo, os grãos de melhor qualidade tendem a liderar um eventual movimento de valorização, sustentados pela oferta reduzida e pelos riscos estruturais ainda presentes na produção nacional.

“Caso o consumo apresente recuperação consistente, os lotes de melhor qualidade tendem a liderar eventual movimento de valorização das cotações nacionais”, conclui Evandro Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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