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Mercado de Milho: Oscilações Regionais e Pressões na Bolsa de Chicago

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Enquanto em algumas localidades o mercado segue estável, em outras, a pressão da oferta e as condições climáticas causam quedas nos preços. Além disso, a dinâmica na Bolsa de Chicago também exerce influência sobre os preços internos, refletindo o andamento das safras e o cenário internacional.

Preços do Milho no Paraná: Estabilidade e Leves Quedas

No Paraná, o mercado de milho segue entre estabilidade e pequenas quedas. Nos Campos Gerais, a saca de milho disponível para pronta entrega continua cotada em torno de R$ 76,00 FOB, embora alguns vendedores testem valores próximos de R$ 80,00. Para entregas programadas para junho, com pagamento no final do mês, as negociações giram em torno de R$ 73,00 CIF indústria, mantendo um panorama relativamente estável.

Rio Grande do Sul: Vendas Intensificadas e Resistência no Preço

No Rio Grande do Sul, o cenário é mais pressionado devido a vendas intensas a cooperativas, que estão impactando os preços. Segundo a TF Agroeconômica, as negociações estão travadas, com os compradores tentando alinhar os preços à paridade de exportação, mas enfrentando resistência dos vendedores. Para maio, as cotações variam entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca, dependendo da localidade. As referências específicas são R$ 69,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 70,00 em Não-Me-Toque, Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 72,00 em Montenegro.

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Santa Catarina: Mercado Lento e Foco na Colheita da Soja

Em Santa Catarina, o mercado de milho permanece lento, com os produtores ainda concentrados na colheita da soja, o que limita a oferta de milho para negociação. As cooperativas locais estão mantendo valores entre R$ 69,00 e R$ 71,00, dependendo da região, com destaque para a cotação de R$ 72,00 para entregas em agosto e R$ 73,00 para entregas em outubro.

Mato Grosso do Sul: Queda Acentuada nos Preços

O cenário é ainda mais desafiador em Mato Grosso do Sul, onde os preços do milho sofreram queda acentuada, especialmente em Dourados. Em diversas praças, a saca foi negociada a preços entre R$ 56,00 e R$ 60,00. Em locais como Chapadão do Sul e São Gabriel do Oeste, o milho foi negociado a R$ 56,00, enquanto em Maracaju o preço chegou a R$ 59,00. O mercado segue com um compasso de espera, aguardando o avanço da colheita da segunda safra, que deve ganhar ritmo nas próximas semanas.

Impacto da Bolsa de Chicago no Mercado Brasileiro

O mercado de milho no Brasil também sente os efeitos das flutuações na Bolsa de Chicago. As cotações de milho na B3 acompanharam as quedas registradas em Chicago, devido à pressão sazonal da colheita da safrinha. Na última sessão, as cotações futuras do milho fecharam em baixa, com destaque para os contratos de julho/25 e setembro/25, que apresentaram queda de R$ 0,34 e R$ 0,46, respectivamente.

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Mercado Internacional: Avanço das Safras e Expectativa pelo Relatório do USDA

Na Bolsa de Chicago, o milho também fechou em baixa, com a cotação de julho apresentando uma queda de -1,32%, a US$ 449,50 por bushel. A evolução das safras nos EUA e no Brasil está impactando as cotações, com o mercado se preparando para uma boa disponibilidade de milho nos próximos meses. A demanda segue aquecida, e o mercado aguarda o relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve reduzir os estoques finais de milho.

Expectativas para o Futuro

O mercado de milho, tanto no Brasil quanto no exterior, continua sendo pressionado pela evolução das safras e pelas condições climáticas. O foco agora se volta para o andamento da colheita da safrinha brasileira, que deve influenciar os preços nas próximas semanas, além do impacto das decisões do USDA no mercado global. O cenário de incerteza continua a determinar as movimentações do mercado, com produtores ajustando suas expectativas conforme o andamento das negociações e da oferta no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil debate futuro dos subsídios à pesca após acordo da OMC

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira (18), o segundo dia do Workshop Nacional “Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, em Brasília. A programação avançou na discussão sobre os próximos passos para a implementação do acordo no Brasil, com a participação de representantes da comunidade científica, organizações não governamentais, sociedade civil e do setor pesqueiro.

Durante a manhã, a plenária “Perspectivas futuras e oportunidades sob o foco da pesquisa” reuniu diferentes visões sobre os desafios e as oportunidades que se apresentam ao país após a entrada em vigor e a implementação do Acordo sobre Subsídios à Pesca. A sessão buscou identificar lacunas de conhecimento, oportunidades de cooperação e elementos essenciais para a estruturação de projetos e iniciativas futuras.

Participaram das exposições Martin Dias, da Oceana; Luana Sega, da Global Fishing Watch; Eduardo Tavares, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); e Natali Piccolo, da Conservação Internacional Brasil. Os especialistas apresentaram perspectivas sobre a produção e o uso de informações científicas, o acompanhamento da atividade pesqueira e a importância da integração entre instituições para apoiar a implementação das novas regras internacionais.

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Após as apresentações, o workshop abriu espaço para a escuta do setor pesqueiro e para o diálogo sobre as principais lacunas e oportunidades identificadas. O momento permitiu aproximar as diferentes perspectivas envolvidas no processo e reunir contribuições para orientar as próximas etapas do projeto.

O encontro é promovido pelo MPA em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) e integra o trabalho de diagnóstico da conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC. A iniciativa busca contribuir para a compreensão das políticas de apoio ao setor e para o fortalecimento das bases técnicas e científicas necessárias à implementação do acordo no país.

No primeiro dia do workshop, foram apresentados o Acordo de Subsídios da OMC e o projeto Fish Fund, além de resultados preliminares da matriz de subsídios e de avaliações de estoques pesqueiros. Também foi apresentada a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), voltada ao fortalecimento da produção e sistematização de informações científicas para subsidiar a gestão pesqueira.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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