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Mercado de trigo mantém alta no Brasil com oferta limitada e valorização externa
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O preço do trigo no Brasil segue em trajetória ascendente, impulsionado pela baixa oferta no período de entressafra e pela valorização do cereal no mercado externo. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, em fevereiro, o grão foi negociado a R$ 1.449 por tonelada no Paraná e a R$ 1.340 por tonelada no Rio Grande do Sul, registrando aumentos de 2,9% e 4,4%, respectivamente, em comparação com janeiro. Na parcial de março, os preços continuaram subindo, atingindo R$ 1.516 por tonelada no Paraná e R$ 1.370 por tonelada no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Itaú BBA, as negociações ocorreram de forma pontual, com produtores retraídos à espera de melhores cotações e moinhos abastecidos, principalmente pelo volume importado no início do ano. O Cepea/Esalq apontou dificuldades para encontrar trigo de qualidade superior no mercado interno, o que levou a um aumento das importações. Embora o volume importado em fevereiro tenha sido menor que o de janeiro, permaneceu acima da média histórica.
No cenário internacional, a oferta reduzida na Rússia – maior exportador global – contribuiu para a manutenção dos preços elevados. Em Chicago, a cotação média do primeiro vencimento foi 5,8% superior à de janeiro, enquanto os preços FOB na Argentina avançaram 5,7% no mesmo período. Além disso, o frio intenso no Hemisfério Norte, que afeta os Estados Unidos e a região do Mar Negro, reforçou a tendência de alta, levando o trigo a atingir um pico de 604 centavos de dólar por bushel em 18 de fevereiro.
Por outro lado, fatores políticos e especulações sobre um possível fim da guerra entre Rússia e Ucrânia exerceram pressão sobre as cotações do trigo na Bolsa de Chicago no fim de fevereiro e início de março. No dia 28 de fevereiro, o cereal atingiu a mínima mensal de 537 centavos de dólar por bushel, chegando a 518 centavos em 4 de março. Posteriormente, os preços voltaram a subir diante das preocupações com a seca nos Estados Unidos e no Hemisfério Norte, alcançando 563 centavos de dólar por bushel.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Hambúrguer e pescado de Ribeirão Preto podem ser comercializados em todo o Brasil
Duas agroindústrias de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, passaram a ter autorização para comercializar seus produtos em todo o território nacional após o reconhecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do município pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). A equivalência foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de portaria publicada no dia 8 de setembro.
As empresas produzem pescado pronto para preparo em fritadeiras elétricas e hambúrgueres. Para os empreendimentos, a mudança permite buscar clientes fora do mercado atendido anteriormente pelo serviço municipal.
Uma das empresas produz tilápia, surubim, tilápia recheada com provolone, croquete de tilápia e camarão. Os produtos são comercializados por meio de delivery, empórios, lojas de conveniência, boutiques de carne, bares e restaurantes, além de vendas entre empresas.
Com a ampliação da área de comercialização, a empresa pretende desenvolver novos canais de distribuição e, conforme a formalização de contratos, aumentar a produção e o número de funcionários.
Na indústria de hambúrgueres, a integração ao Sisbi-POA também abre a possibilidade de comercialização para estabelecimentos de outros estados. A empresa já atende clientes e recebe demanda de hamburguerias de São Paulo, Minas Gerais e outros estados próximos. A produção é automatizada, e novos investimentos estão previstos para 2027.
As duas empresas autorizadas a utilizar o selo deverão incluir nas embalagens a inscrição Sisbi, do Mapa, indicando que a inspeção foi feita pelo município, mas equivalente àquela feita pelo Mapa.
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