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Colheita de arroz no RS avança lentamente na safra 2025/26 e preocupa mercado e indústria
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Colheita de arroz no RS segue abaixo do esperado
A colheita de arroz irrigado no Rio Grande do Sul apresenta ritmo mais lento na safra 2025/26, refletindo os impactos das condições climáticas e mudanças no comportamento do mercado.
De acordo com dados do Nates/Irga, a área colhida alcança 39,86% dos 891.908,5 hectares semeados, percentual inferior aos 51,6% registrados no mesmo período da safra anterior. O desempenho reforça o cenário de atraso já observado nas últimas semanas.
Diferenças regionais marcam avanço da colheita
Os dados apontam variações significativas entre as principais regiões produtoras do estado.
A Planície Costeira Externa lidera o avanço, com 51,94% da área colhida, seguida pela Planície Costeira Interna, com 48,30%, e pela Fronteira Oeste, com 40,31%.
Em ritmo mais lento, aparecem a Zona Sul (39,75%), a Campanha (30,41%) e a Região Central (28,38%).
No total, já foram colhidos 355.540,89 hectares até o momento.
Atraso reforça percepção de safra mais lenta
Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, os números confirmam o atraso em relação ao ano passado, quando mais da metade da área já havia sido colhida neste mesmo período.
De acordo com o executivo, o cenário atual consolida a expectativa de uma colheita mais lenta, tendência que já vinha sendo sinalizada anteriormente pelo mercado.
Oferta reduzida impacta mercado interno e exportações
O ritmo mais lento da colheita tem influenciado diretamente o comportamento do produtor, que adota uma postura mais cautelosa e reduz a oferta disponível.
Com menor volume no mercado, a disponibilidade não atende plenamente à demanda das indústrias, além de limitar o ritmo dos embarques para exportação.
Indústria enfrenta risco de abastecimento no curto prazo
No curto prazo, a situação é considerada delicada, principalmente para o setor industrial, que pode enfrentar dificuldades no abastecimento.
Além disso, há preocupação com um possível acúmulo de produto no segundo semestre, dependendo da evolução da colheita e da resposta do mercado nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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