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Mercado de trigo no Brasil mantém liquidez moderada e preços alinhados à paridade de importação

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana de forma estável, com liquidez moderada e poucas mudanças estruturais. Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, os moinhos permanecem bem abastecidos, adotando uma postura cautelosa nas compras e priorizando negociações pontuais. A atenção segue voltada para embarques previstos a partir da segunda quinzena de fevereiro.

O comportamento do mercado foi influenciado pela dificuldade de convergência entre preços de venda e compra, especialmente na região Sul. “Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.300 por tonelada FOB, mas sem registro de negócios nesses níveis”, explica Bento. A seleção rigorosa pela qualidade do grão e a postura defensiva dos compradores contribuíram para limitar o volume de transações no mercado spot.

Paraná tem negócios pontuais e diferenças regionais

No Paraná, o mercado apresentou comportamento regionalizado. Nos Campos Gerais, os moinhos demonstraram interesse entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada para embarques em março e abril, enquanto compradores mais urgentes chegaram a oferecer até R$ 1.250 por tonelada CIF para fevereiro, desde que o trigo fosse de alto padrão.

No Norte do estado, o ritmo foi mais dinâmico, com negócios realizados ao redor de R$ 1.250 por tonelada CIF para entrega imediata e cerca de R$ 1.270 por tonelada para fevereiro e março, refletindo maior movimentação local.

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Rio Grande do Sul registra mercado praticamente parado

O Rio Grande do Sul manteve um cenário de baixa atividade comercial. No porto, as indicações giraram em torno de R$ 1.155 por tonelada, com entrega em fevereiro e pagamento em março, mas sem interesse comprador.

No interior do estado, os moinhos sinalizaram preços entre R$ 1.050 e R$ 1.070 por tonelada para embarques em março, mantendo o foco na gestão de estoques.

Segundo Elcio Bento, o estado apresenta uma oferta total estimada em 3,9 milhões de toneladas, com sobra técnica entre 120 mil e 320 mil toneladas. O analista alerta que pequenas variações na moagem, exportações ou ritmo de importações podem gerar aperto de oferta, sobretudo para trigo de melhor qualidade.

São Paulo mantém fluxo moderado com foco em trigo de qualidade

Em São Paulo, foram registrados negócios pontuais ao longo da semana, com operações CIF para março variando entre R$ 1.400 e R$ 1.450 por tonelada. O movimento reflete a dependência do estado de trigo de padrão superior, em boa parte importado.

O volume negociado ficou entre 10 mil e 15 mil toneladas, evidenciando um fluxo moderado, porém constante, para suprir demandas específicas da indústria moageira.

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Safra 2025/26 apresenta equilíbrio, mas preços seguem paridade de importação

De acordo com Bento, o mercado brasileiro de trigo segue mais ajustado na safra 2025/26 em comparação a anos anteriores, ainda que o abastecimento geral seja considerado confortável.

“Mesmo com variações pontuais causadas por desequilíbrios de curto prazo entre oferta e demanda, os preços tendem a seguir as linhas de paridade de importação, o que dá sustentação ao mercado”, afirma o analista.

Exportações de trigo caem em janeiro, aponta ANEC

Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicam que o Brasil deve exportar 329,7 mil toneladas de trigo em janeiro de 2026, volume bem inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 660,7 mil toneladas.

No acumulado de 2025, o país exportou 2,324 milhões de toneladas.

Na semana encerrada em 17 de janeiro, os embarques totalizaram 147,3 mil toneladas, e, segundo a ANEC, não há previsão de novos volumes entre 18 e 24 de janeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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