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Mercado de trigo segue estável apesar da redução na liquidez; cotações mantêm tendência de alta
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Feriados impactam o ritmo de negócios
De acordo com levantamentos realizados pelo Cepea, os recentes feriados reduziram a liquidez no mercado de trigo e derivados no Brasil. Com a diminuição nas negociações, o mercado tem apresentado um ritmo mais lento, refletindo a menor movimentação tanto de compradores quanto de vendedores.
Comportamento dos agentes de mercado
No lado da demanda, os compradores indicam que estão devidamente abastecidos, enquanto os vendedores, que ainda possuem produtos da safra de verão, aproveitam o momento para fazer caixa. Apesar disso, não há uma necessidade urgente de liberar estoques, o que tem levado os vendedores a aguardar por novas valorizações nos preços, previstas para as próximas semanas ou meses.
Oferta restrita sustenta os preços
Os pesquisadores do Cepea explicam que a oferta limitada de trigo, característica deste período de entressafra, continua sendo um fator fundamental para a sustentação dos preços no mercado nacional. Na parcial de abril, até o dia 17, os preços médios do trigo apresentaram variações positivas em relação ao mês de março: no Paraná, o aumento foi de 2,5%; no Rio Grande do Sul, 4,9%; em São Paulo, 2,8%; e em Santa Catarina, 3,3%. Esses índices refletem a estabilidade e a leve valorização das cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



