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Mercado de trigo segue estável no Sul do Brasil, com baixa liquidez e margens pressionadas

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Mercado regional com pouca movimentação e margens apertadas

O mercado de trigo no Sul do Brasil continua operando com baixa liquidez. De acordo com a TF Agroeconômica, a combinação entre margens apertadas dos moinhos, moagem reduzida e incertezas relacionadas à nova safra tem limitado o número de negociações na região.

Rio Grande do Sul: avanço no plantio, mas produção deve cair

No Rio Grande do Sul, o plantio avançou no final de semana com o retorno do sol, embora ainda esteja abaixo da média histórica. As estimativas de mercado indicam uma redução significativa na produção estadual, que pode ficar em torno de 2,5 milhões de toneladas.

  • Negócios com a safra velha seguem pontuais, com pagamentos sob demanda de até R$ 1.330 por tonelada.
  • Os compradores estão seletivos e rejeitam lotes com defeitos leves de coloração.
  • Ainda há oferta suficiente para manter o abastecimento até a próxima colheita, com 360 mil toneladas disponíveis ao final de junho e previsão de 130 mil toneladas em outubro.
  • Exportações seguem fracas, com preços na faixa de R$ 1.270/t para dezembro.
  • Em Panambi, o preço da pedra se manteve estável em R$ 70,00 por saca ao produtor.
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Santa Catarina: moagem limitada e queda na demanda por sementes

Em Santa Catarina, mesmo com uma boa oferta de trigo, a moagem segue restrita pelas margens reduzidas dos moinhos, o que resultou em uma semana com poucos negócios.

  • Os preços permaneceram estáveis, com cotação de R$ 1.400/t FOB para trigo pão.
  • A forte concorrência do trigo gaúcho, vendido entre R$ 1.330 e R$ 1.360 FOB, impede altas nos preços locais.
  • Ainda não há indicações sólidas para os preços da safra nova.
  • Vendas de sementes caíram cerca de 20%, segundo sementeiros.
  • A CONAB projeta uma queda de 6,3% na produção catarinense, mesmo com o aumento na área plantada.
  • Os preços da pedra mantiveram estabilidade na maioria das praças, com alta para R$ 79,00/saca em São Miguel do Oeste.
Paraná: plantio quase concluído, mas geadas preocupam

No Paraná, o plantio atingiu 96% da área estimada, com 82% das lavouras em boas condições, segundo dados do Deral. No entanto, há preocupações com os impactos das geadas, especialmente em áreas em fase de floração, além do risco de doenças.

  • O mercado da safra velha está praticamente parado, sem negociações efetivas.
  • A concorrência do trigo importado da Argentina e do Paraguai, com preços similares ao nacional, pressiona o mercado interno.
  • Para a safra nova, os preços estão 18,4% acima do mesmo período de 2023, variando entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF, mas sem negócios realizados.
  • A média da pedra recuou 0,35% na semana, fechando em R$ 77,42/saca.
  • A margem de lucro do produtor caiu para 5,29%, de acordo com o Deral.
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Com o mercado travado, margens estreitas e riscos climáticos à vista, o cenário do trigo no Sul do Brasil permanece delicado. A expectativa recai sobre a evolução da safra e possíveis ajustes nos preços à medida que se aproxima o período de colheita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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