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Mercado de ureia mantém firmeza, mas incerteza sobre oferta chinesa preocupa setor

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O mercado global de ureia segue firme, impulsionado pela combinação de oferta reduzida e previsão de aumento da demanda da Índia. A análise foi destacada no relatório semanal da StoneX, empresa global especializada em inteligência de mercado no setor de fertilizantes.

Dois fatores principais deram sustentação ao viés de alta observado na última semana:

  • A possível abertura de uma nova licitação de compra por parte da Índia;
  • Reduções na produção de nitrogenados no Egito.
  • Esses elementos ganham ainda mais peso diante da atual ausência da ureia chinesa no mercado internacional.
Demanda indiana pode aquecer ainda mais o mercado

A Índia, uma das maiores importadoras mundiais de fertilizantes, se prepara para a safra Kharif, o que tende a impulsionar o consumo de adubos no país. Além disso, há expectativa de uma boa temporada de chuvas de monções, o que tradicionalmente estimula ainda mais a demanda por ureia.

“O início do plantio da safra Kharif pode atrair a atenção do mercado global, movimentando os preços”, explicou o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Redução da oferta no Egito acende sinal de alerta

Outro fator de preocupação vem do Egito, onde a produção de nitrogenados tem sido impactada por restrições no fornecimento de gás natural. Como exportador relevante no mercado global, a menor disponibilidade egípcia aumenta a pressão sobre a já limitada oferta internacional de ureia.

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Segundo Pernías, com a China ausente das exportações, a queda na produção egípcia se torna ainda mais significativa para os compradores.

Exportações chinesas: expectativa por retomada gradual

Apesar da firmeza atual, o mercado observa com atenção a possibilidade de retomada das exportações de ureia pela China. Ainda não há clareza sobre os volumes ou o cronograma, mas a suspeita é que as exportações possam voltar de forma gradual.

“Esse movimento pode, eventualmente, aliviar a oferta global e mudar a direção dos preços”, avalia Pernías.

Nos EUA, fim da temporada reduz demanda e pressiona preços

Nos Estados Unidos, o ciclo de compras para a atual temporada está próximo do fim, o que tem diminuído a demanda interna e pressionado os preços para baixo. No entanto, há incertezas persistentes no mercado norte-americano.

A oferta interna continua limitada, e as tarifas adicionais impostas durante o governo Trump ainda estão em vigor, o que desestimula as importações e mantém o mercado em alerta.

Impactos para o Brasil: preços elevados e custos de produção em foco

A ureia é um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados pelos agricultores brasileiros. Com os preços internacionais em alta, os importadores no Brasil devem enfrentar custos maiores para adquirir o insumo.

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A possível retomada das exportações chinesas pode trazer algum alívio ao mercado, favorecendo uma tendência de queda nos preços. Ainda assim, os custos de produção de culturas como soja e milho dependerão da proporção de fertilizantes que os produtores já adquiriram.

Para os agricultores e importadores que ainda não compraram ureia, o atual cenário de incerteza exige atenção redobrada aos desdobramentos do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão 2ª safra no Rio Grande do Sul tem queda de 45% na área plantada, mas produtividade supera estimativa

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A colheita do feijão da segunda safra foi concluída no Rio Grande do Sul com forte redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a área plantada foi reestimada em 9.818 hectares, representando uma queda de 45,7% na comparação com a safra passada.

Apesar da expressiva retração na área destinada à cultura, o desempenho das lavouras foi positivo. A produtividade média estadual alcançou 1.414 quilos por hectare, resultado ligeiramente superior à estimativa inicial de 1.401 kg/ha, demonstrando bom desempenho das áreas cultivadas ao longo do ciclo.

Geadas reduziram rendimento em parte das lavouras

Na região administrativa de Ijuí, uma das principais produtoras de feijão do Estado, a colheita também foi finalizada. O rendimento médio ficou em 1.604 quilos por hectare, abaixo das projeções iniciais.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a redução da produtividade foi provocada pelos efeitos das geadas registradas durante os estágios vegetativo e reprodutivo da cultura, comprometendo o potencial produtivo em parte das áreas cultivadas.

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Mesmo assim, os resultados foram considerados satisfatórios diante das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da segunda safra.

Preço do feijão recua no mercado gaúcho

No mercado, a comercialização apresentou leve desvalorização na última semana.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta que a saca de 60 quilos de feijão foi negociada, em média, a R$ 179,73, registrando queda de 1,36% em relação aos R$ 182,20 observados na pesquisa anterior.

A redução acompanha o comportamento do mercado no encerramento da colheita, período em que a maior disponibilidade do produto tende a exercer pressão sobre as cotações.

Cenário da segunda safra

Embora o Rio Grande do Sul tenha registrado uma significativa redução da área destinada ao feijão de segunda safra, a manutenção da produtividade em níveis satisfatórios demonstra a eficiência das lavouras remanescentes. Para os produtores, o comportamento dos preços e as condições climáticas continuarão sendo fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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