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Mercado do açúcar encerra quinta-feira em baixa nas bolsas internacionais

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Queda nos contratos futuros de açúcar

Os contratos futuros do açúcar fecharam em baixa nesta quinta-feira (10) nas bolsas internacionais. A retração é atribuída a um movimento de correção após a valorização registrada na sessão anterior. A alta do dólar, impulsionada pelas tensões comerciais envolvendo tarifas dos Estados Unidos, e a expectativa pela próxima divulgação de dados da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) também impactaram os preços.

Volatilidade recente no mercado

De acordo com Marcelo Filho, analista da StoneX, os preços ainda refletem a instabilidade observada desde a semana passada, quando houve uma valorização superior a 5% após uma sequência de quedas que havia levado os contratos na ICE de Nova York a valores abaixo de 16 centavos de dólar por libra-peso.

Demanda internacional dá suporte ao mercado

Apesar da correção nos preços, alguns fatores continuam dando sustentação ao mercado. Um deles é a retomada da demanda global:

  • O Paquistão confirmou a importação de 500 mil toneladas de açúcar refinado;
  • As Filipinas anunciaram compras superiores a 400 mil toneladas para a próxima safra;
  • A China registrou, em junho, sua maior importação trimestral desde 2018.
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Desempenho nas bolsas internacionais

Na bolsa ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto registrou queda:

  • O contrato com vencimento em outubro de 2025 caiu 30 pontos, sendo negociado a 16,26 centavos de dólar por libra-peso;
  • O contrato para março de 2026 recuou 27 pontos, cotado a 16,95 centavos por libra-peso.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também teve desempenho negativo:

  • O contrato para agosto de 2025 recuou US$ 10,00, encerrando a US$ 482,50 por tonelada;
  • O contrato de outubro de 2025 caiu US$ 8,20, sendo negociado a US$ 472,20 por tonelada.
Açúcar cristal tem leve recuo no Brasil

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq (USP) apontou leve queda no preço do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 115,90, o que representa um recuo de 0,16%.

Etanol hidratado também registra baixa

O Indicador Diário Paulínia mostrou queda no preço do etanol hidratado. O combustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.633,50 por metro cúbico, uma desvalorização de 0,17% em relação ao dia anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: preços recuam em Chicago e na B3 enquanto mercado aguarda relatório do USDA e negociações seguem travadas no Brasil

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Os preços do milho iniciaram esta terça-feira (30) em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerados decisivos para a formação dos preços internacionais dos grãos.

Além da cautela no cenário externo, o mercado brasileiro continua marcado pela baixa liquidez, com negociações pontuais e compradores abastecidos no curto prazo, enquanto o avanço da colheita da segunda safra mantém pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.

Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa durante a manhã desta terça-feira.

Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O vencimento setembro/2026 recuava para US$ 4,08, enquanto dezembro/2026 era cotado a US$ 4,28 e março/2027 a US$ 4,43, ambos também registrando perdas.

Segundo analistas internacionais, o mercado permanece praticamente paralisado enquanto aguarda os números oficiais do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana.

Mesmo após o órgão norte-americano reduzir inesperadamente as avaliações das lavouras na atualização semanal, os investidores mantiveram postura defensiva.

De acordo com a consultoria Farm Futures, as chuvas registradas recentemente em boa parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos aliviaram parte das preocupações climáticas, enquanto a onda de calor prevista para esta semana tende a perder intensidade após o feriado de 4 de julho.

Outro fator que chama atenção é o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento.

Nas últimas semanas, os investidores ampliaram significativamente suas apostas na queda dos preços, inclusive com vendas líquidas estimadas em cerca de 20 mil contratos apenas na sessão anterior. Esse cenário pode aumentar a volatilidade caso os números do USDA surpreendam positivamente o mercado.

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B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo

No mercado brasileiro de futuros, a Bolsa Brasileira (B3) também iniciou o dia em baixa, acompanhando o movimento internacional.

Durante a manhã, o contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com recuo de 0,15%. O vencimento setembro/2026 girava em torno de R$ 67,60, enquanto janeiro/2027 permanecia próximo de R$ 73,65, praticamente estável.

Apesar do suporte oferecido pelo dólar, a pressão exercida pela Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente dos preços domésticos.

Mercado físico segue travado com baixa liquidez

No encerramento da segunda-feira (29), o mercado físico apresentou comportamento misto e volume reduzido de negócios.

Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre demanda enfraquecida, compradores abastecidos e expectativa em relação ao comportamento da segunda safra manteve o ritmo lento das negociações em praticamente todas as regiões produtoras.

Na B3, o contrato julho encerrou cotado a R$ 64,61, com leve valorização diária. Setembro fechou a R$ 67,64, enquanto novembro terminou em R$ 70,87, refletindo um mercado sem direção definida.

Embora o avanço da colheita da segunda safra continue ampliando a oferta, o fator perdeu parte da força como elemento de pressão sobre os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas registradas recentemente passaram a preocupar produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras remanescentes.

Cotações variam entre os principais estados produtores

No Rio Grande do Sul, as indicações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11.

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Em Santa Catarina, vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65, enquanto compradores indicavam valores próximos de R$ 60 por saca.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, com referências de R$ 65 para vendedores e cerca de R$ 60 CIF para compradores. A colheita da segunda safra alcançou aproximadamente 3% da área, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita atingiu cerca de 2% da área cultivada, e a elevada oferta, somada aos estoques disponíveis e à postura cautelosa dos compradores, continuou limitando a recuperação dos preços, mesmo diante da demanda crescente da indústria de etanol de milho.

Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios

A expectativa agora está concentrada na divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados alguns dos principais indicadores para o mercado mundial de milho.

Caso os números apontem redução na área cultivada ou estoques menores que os projetados, os preços poderão encontrar espaço para recuperação tanto em Chicago quanto na B3. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta tendem a manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias.

Enquanto isso, o mercado brasileiro segue monitorando o avanço da colheita da safrinha, o comportamento do câmbio, a demanda doméstica e o cenário internacional para definir a tendência dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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