CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mercado do algodão começa aquecido em maio, mas perde força na segunda metade do mês

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado de algodão no Brasil iniciou o mês de maio com boa movimentação, mas o ritmo das negociações enfraqueceu a partir da segunda quinzena. Segundo a Safras Consultoria, a demanda no mercado disponível foi tímida, com acordos pontuais para entregas em até 30 dias. Ainda assim, houve registros de negócios antecipados voltados para a safra de 2026.

Preços no Sudeste e no Mato Grosso

No Sudeste, algumas indústrias chegaram a pagar até R$ 4,35 por libra-peso, considerando o CIF em São Paulo. Esse valor permaneceu estável em relação à semana anterior e representou um avanço de 1,16% na comparação com o mesmo período de abril, quando o preço estava em R$ 4,30 por libra-peso.

Em Rondonópolis (MT), a pluma foi negociada a R$ 4,20 por libra-peso, equivalente a R$ 139,05 por arroba. Na quinta-feira, 22 de maio, os preços se mantiveram nesse patamar. Em abril, a mesma pluma era comercializada a R$ 4,12 por libra-peso, ou R$ 136,08 por arroba — o que representa uma valorização mensal de R$ 2,97 por arroba.

Leia Também:  Mercado do milho segue travado no Brasil e sofre pressão de safra recorde nos EUA
Exportações e paridade no Mato Grosso

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a paridade de exportação para o contrato de julho de 2025 registrou leve alta de 0,26% na última semana, cotada a R$ 120,86 por arroba. No entanto, o cenário internacional ainda é de pressão. A ausência de fatores de alta nos preços da pluma negociada na Bolsa de Nova York, aliada à estabilidade do dólar, limitou a valorização no longo prazo.

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 12 de maio, projetou estoques finais elevados para a safra mundial 2025/26. Essa expectativa intensificou a pressão sobre os preços. Como resultado, a média das cotações em maio (até o dia 23) caiu 3,78% em relação ao mesmo período de abril.

Ainda segundo o Imea, no curto prazo não há fatores que sinalizem altas expressivas nos preços da pluma, o que tende a manter as cotações lateralizadas.

Exportações brasileiras em maio recuam

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério da Economia, mostram que as exportações brasileiras de algodão totalizaram 157,737 mil toneladas em maio, considerando os 16 dias úteis do mês. A média diária foi de 9.858 toneladas, gerando uma receita total de US$ 253,854 milhões — o equivalente a US$ 15,865 milhões por dia.

Leia Também:  Começa hoje em Cascavel, no Paraná, o Show Rural Coopavel de Inverno

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume diário exportado caiu 9,8% (10,925 mil toneladas diárias em maio de 2024), enquanto a receita diária sofreu queda de 25,7% (US$ 21,354 milhões diários em maio de 2024).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Publicados

em

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Maranhão vai sediar, pela primeira vez, a abertura do plano safra

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Câmara discute emenda que proíbe repasse de recursos federais a movimentos ligados a invasões de terras

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA