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Mercado do boi gordo mantém estabilidade e ritmo lento nas negociações pelo país

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Preços do boi gordo permanecem estáveis em São Paulo

O mercado físico do boi gordo apresentou estabilidade nesta quinta-feira (27), de acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Em São Paulo, os preços permaneceram inalterados em todas as categorias, refletindo um cenário de oferta restrita e negociações em ritmo lento.

As escalas de abate seguem em média de seis dias, indicando que os frigoríficos estão conseguindo repor a produção apenas de forma pontual, sem grandes pressões sobre os preços.

Minas Gerais mantém cotações firmes e pouca oferta

Em Minas Gerais, o levantamento também apontou mercado firme e com pouca oferta de animais terminados. Segundo a Scot Consultoria, não houve variação nas cotações em relação ao dia anterior, e o volume de negócios segue limitado, o que ajuda a sustentar os preços no estado.

A escassez de oferta, aliada ao consumo ainda moderado no mercado interno, tem mantido as negociações em compasso de espera, com frigoríficos operando de forma seletiva.

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Tocantins tem leve recuo no Norte e estabilidade no Sul

No Tocantins, o comportamento do mercado foi misto. Após a alta registrada na véspera na região Sul do estado, a quinta-feira foi marcada por estabilidade nas cotações. Já na região Norte, o boi gordo recuou R$ 2,00 por arroba, enquanto as demais categorias permaneceram sem alterações.

De acordo com a análise da Scot Consultoria, a oferta enxuta tem sido suficiente para atender à demanda, sem gerar excedentes. Frigoríficos com parcerias de fornecimento operam com escalas mais longas, enquanto aqueles dependentes do mercado spot continuam com escalas curtas.

Cenário nacional segue com pouca pressão de baixa

O mercado do boi gordo no Brasil segue equilibrado, sustentado pela redução na oferta de animais prontos para o abate e pela demanda interna regular. A expectativa é de que as cotações se mantenham firmes nos próximos dias, com variações pontuais de acordo com a região e o nível de oferta local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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