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Mercado do boi gordo mantém firmeza com alta demanda e exportações em ritmo acelerado
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Cotações firmes e oferta restrita impulsionam preços no mercado físico
O mercado do boi gordo segue com tendência de alta no início de fevereiro de 2026. A arroba do animal está sendo negociada, em média, a R$ 337,00 em São Paulo, refletindo a combinação de oferta limitada e maior procura por parte dos frigoríficos.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a menor disponibilidade de animais prontos para o abate e a firme demanda interna e externa mantêm o mercado sustentado, com expectativas positivas para o curto prazo.
São Paulo registra avanço nas cotações com abates curtos
No estado de São Paulo, a arroba do boi gordo apresentou valorização de R$ 2,00/@, enquanto a da vaca gorda subiu R$ 3,00/@. As cotações da novilha e do “boi China” permaneceram estáveis em relação à semana anterior.
As escalas de abate nos frigoríficos paulistas atendem, em média, a seis dias úteis, o que reforça o cenário de mercado ajustado e margens mais firmes para o produtor.
Alta se espalha por outras regiões do país
Em Santa Catarina, o cenário também é de firmeza. A vaca gorda registrou aumento de R$ 3,00/@ e a novilha subiu R$ 2,00/@, enquanto o boi gordo manteve estabilidade nas cotações. A oferta mais curta tem limitado novas negociações.
Em Goiás, a procura continua maior que a disponibilidade de animais. Na região de Goiânia, o boi gordo subiu R$ 3,00/@, e tanto a vaca quanto a novilha valorizaram R$ 2,00/@. Já no Sul goiano, todas as categorias registraram alta de R$ 2,00/@, refletindo o equilíbrio apertado entre oferta e demanda.
Exportações aquecidas fortalecem o setor
As exportações de carne bovina in natura começaram fevereiro em ritmo acelerado. De acordo com dados do governo federal, o Brasil embarcou 68,3 mil toneladas na primeira semana do mês, com média diária de 13,7 mil toneladas — um crescimento de 43,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5,6 mil, representando uma alta de 14% sobre o valor praticado no ano anterior. Esse desempenho positivo reforça o papel do mercado externo como um dos principais vetores de sustentação dos preços internos.
Perspectivas para o mercado do boi gordo seguem positivas
Especialistas indicam que o cenário deve continuar favorável ao produtor nas próximas semanas, diante da oferta limitada de animais prontos e do avanço das exportações. A estabilidade nas cotações do boi China e da novilha demonstra um equilíbrio momentâneo, mas o mercado permanece atento à demanda internacional e à movimentação cambial.
No panorama nacional, estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná também apresentam preços firmes, confirmando a tendência de mercado sustentado em todo o país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


