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Mercado futuro dos EUA recua com avanço das tensões no Oriente Médio
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Os principais índices futuros das bolsas de Nova York registraram queda nesta sexta-feira (13), refletindo a crescente instabilidade geopolítica após o ataque militar de Israel ao Irã. O episódio aumentou a aversão ao risco entre investidores em todo o mundo.
- S&P 500: recuo de 1,1%
- Nasdaq 100: queda de 1,38%
- Dow Jones: baixa de 1,17%
Ataque de Israel visa conter programa nuclear iraniano
O ataque israelense teve como alvo instalações nucleares iranianas, com o objetivo de impedir o desenvolvimento de armas atômicas por Teerã. Em resposta, o Irã lançou 100 drones e prometeu retaliar, intensificando as tensões na região.
Petróleo dispara com medo de impacto na oferta global
A escalada no Oriente Médio, região estratégica para a produção de petróleo, provocou um salto superior a 7% nos preços da commodity.
- Às 8h50:
- Brent: alta de 7,1% (US$ 74,32), com pico de US$ 78,50 — maior nível desde 27 de janeiro
- WTI: avanço de 7,5% (US$ 73,14), com máxima de US$ 77,62 — maior cotação desde 21 de janeiro
Os analistas observam que os ganhos representam os maiores movimentos intradiários desde 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou os preços globais de energia.
Estreito de Ormuz em foco
O mercado acompanha atentamente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Embora ainda não haja interrupções no fluxo da commodity, analistas alertam para o risco de fechamento da hidrovia em um cenário mais crítico.
Segundo o JPMorgan, um bloqueio ou retaliação de grandes produtores da região poderia elevar os preços do barril para US$ 120 a US$ 130. O Barclays destacou que, apesar do aumento recente de US$ 10 no barril, ainda não há indícios de queda na produção iraniana.
Ações de petroleiras e defesa sobem; setor aéreo sofre
Com a valorização do petróleo, empresas de energia tiveram forte alta nas negociações pré-abertura:
- Chevron e ExxonMobil: quase +3%
Já as companhias aéreas foram penalizadas pelo aumento dos custos de combustível:
- Delta Air Lines : -3,9%
- United Airlines : -4,8%
- Southwest Airlines : -2,5%
- American Airlines : -3,9%
Empresas do setor de defesa também se beneficiaram com o aumento das tensões:
- Lockheed Martin : +4,7%
- RTX Corporation : +5,5%
- Northrop Grumman : +4,2%
- L3Harris Technologies : +4,3%
Negociações nucleares e postura dos EUA
Os ataques ocorreram poucos dias antes da próxima rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, marcada como uma tentativa de retomar o diálogo interrompido. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a ação israelense como “unilateral” e afirmou que Washington não participou do ataque.
Fed também no radar dos investidores
Além do cenário internacional, os investidores aguardam a reunião do Federal Reserve na próxima semana. A expectativa é de manutenção da taxa de juros, o que pode influenciar os próximos movimentos dos mercados globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União no Amazonas
Um marco histórico para a aquicultura no Amazonas foi registrado nesta sexta-feira (25), no município de Iranduba, com a entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União para produção de pescado no estado. O documento permitirá ao usuário produzir tambaqui e representa uma nova etapa para o desenvolvimento da atividade aquícola na região, fomentando a geração de emprego e renda.
Durante a agenda em Manaus, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de ampliar o acesso às águas públicas para fortalecer a produção de pescado no país. “É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, afirmou o ministro.
A iniciativa reforça o potencial do Amazonas para a produção de pescado e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura. Segundo o ministro, o estado reúne uma forte vocação para a atividade, com cerca de 151 mil pescadores e pescadoras e uma produção estimada em 80 mil toneladas de pescado por ano.
Ciência e inovação para fortalecer a aquicultura
Na segunda parte da agenda em Manaus, o ministro Edipo Araujo visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde conheceu as obras de reforma do laboratório voltado à aquicultura. A visita reforçou a importância da ciência e da pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias, formação de profissionais e avanço da produção aquícola na Amazônia.
O espaço é considerado estratégico para a geração de conhecimento e para a formação de novos pesquisadores na área. Para o ministro, o fortalecimento da pesquisa é fundamental para ampliar a capacidade produtiva do setor e aumentar a competitividade do pescado brasileiro. “E só para lembrar que a aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.
A visita ao INPA integra a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura voltada à aproximação com instituições de pesquisa e ao fortalecimento da ciência como instrumento para impulsionar a cadeia produtiva do pescado. A iniciativa também reforça a atuação na Amazônia, região estratégica para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura brasileira.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicutura
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