CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mercados asiáticos recuam após ataques de Israel ao Irã; investidores buscam ativos mais seguros

Publicados

AGRONEGOCIOS

Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram a sexta-feira (13) em baixa, acompanhando a tendência negativa nos mercados da região Ásia-Pacífico. O movimento reflete a crescente aversão ao risco por parte dos investidores, diante dos recentes ataques de Israel ao Irã.

Tensões no Oriente Médio impulsionam cautela

A queda generalizada nas bolsas asiáticas foi motivada pela escalada do conflito entre Israel e Irã. Segundo autoridades israelenses, os ataques realizados nesta sexta-feira miraram instalações nucleares, fábricas de mísseis balísticos e alvos militares iranianos, em uma ofensiva considerada o início de uma operação prolongada para conter o avanço nuclear do Irã.

Desempenho dos principais índices asiáticos

China continental:

O índice de Xangai recuou 0,75%, enquanto o CSI300, que engloba as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,72%.

  • Hong Kong:
    • O Hang Seng perdeu 0,59%, fechando aos 23.892 pontos.
  • Japão:
    • Em Tóquio, o Nikkei teve queda de 0,89%, encerrando a sessão aos 37.834 pontos.
  • Coreia do Sul:
    • O Kospi caiu 0,87%, aos 2.894 pontos.
  • Taiwan:
    • O Taiex recuou 0,96%, ficando em 22.072 pontos.
  • Cingapura:
    • O Straits Times registrou baixa de 0,27%, a 3.911 pontos.
  • Austrália:
    • O índice S&P/ASX 200, de Sydney, fechou em queda de 0,21%, aos 8.547 pontos.
Leia Também:  Cotações do açúcar e etanol fecham em queda nas bolsas internacionais e no mercado interno
Mineradoras e setor de defesa sobem com busca por proteção

Apesar das perdas no mercado acionário, setores tradicionalmente vistos como porto seguro mostraram valorização. A alta da cotação do ouro beneficiou mineradoras chinesas, como:

  • Western Region Gold Co
  • Shandong Gold Mining Co
  • Zhongjin Gold Corp

As ações dessas empresas subiram mais de 2% no dia. Além disso, o subíndice de defesa da China teve alta de 1,7%, refletindo o interesse do mercado por setores ligados à segurança e proteção nacional.

Clima geopolítico deve manter mercados voláteis

A continuidade das tensões entre Israel e Irã tende a manter os investidores cautelosos, com reflexos em diversos ativos globais, especialmente em regiões sensíveis à instabilidade geopolítica. Analistas alertam para a possibilidade de novas ondas de volatilidade nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

Publicados

em

O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

Leia Também:  Mercado do trigo segue volátil nos EUA e no Sul do Brasil com influência do clima e da demanda

À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

Leia Também:  Espírito Santo entra em “estado de alerta” por falta de chuvas

Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA