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Milho enfrenta cenário de preços pressionados, mas estratégias e demanda interna oferecem alívio ao setor
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Produtores devem adotar estratégias distintas para lidar com preços baixos
Com os preços do milho em queda no mercado nacional, a TF Agroeconômica recomenda que os produtores ajustem suas estratégias conforme suas necessidades financeiras. Aqueles que precisam vender imediatamente para quitar dívidas da safra devem fazê-lo, mas com uma orientação importante: reservar entre 8% e 12% do valor da venda para investir em contratos futuros na B3. Essa medida busca minimizar as perdas e se beneficiar de uma possível recuperação de preços no segundo semestre.
Já para os produtores que não enfrentam pressão financeira, a recomendação é manter o milho armazenado e aguardar uma valorização ao longo do segundo semestre, conforme os estoques sejam reduzidos. No entanto, a consultoria destaca que é preciso considerar os custos de armazenamento, que podem impactar a rentabilidade da operação.
Disputa interna ajuda a sustentar preços no Brasil
Apesar da pressão vinda da entrada da safrinha, os preços internos têm se mantido firmes devido à forte disputa entre indústrias de carnes, usinas de etanol e exportadores pelo milho disponível. Esse cenário tem evitado quedas mais acentuadas nas cotações, segundo dados do Cepea, que mostram uma recuperação parcial dos preços ao longo do mês.
Mercado internacional enfrenta pressões comerciais e climáticas
No exterior, os preços futuros do milho operaram em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da semana. O recuo foi influenciado por fatores como clima favorável ao desenvolvimento da safra nos Estados Unidos e impasses comerciais, especialmente após o anúncio de um acordo entre EUA e União Europeia.
O acordo prevê tarifa de 15% sobre produtos europeus — inferior à ameaça anterior de 30%, mas ainda acima da expectativa europeia de 10% — o que gerou pouco entusiasmo entre os agentes do mercado de grãos. Além disso, as preocupações com as relações comerciais entre EUA e Japão e a possível imposição de tarifas ao Canadá, principal comprador de etanol americano, aumentaram a incerteza.
Segundo o analista Bruce Blythe, da Farm Futures, mesmo diante da perspectiva climática desfavorável, a queda nos preços pode ser limitada caso os fundos continuem a reduzir suas posições vendidas.
Cotações futuras recuam na B3 e em Chicago
Na manhã desta segunda-feira (28), as cotações do milho operavam no campo negativo tanto na B3 quanto na CBOT. Na B3, por volta das 09h56, os contratos registravam as seguintes movimentações:
- Setembro/25: R$ 65,12 (-0,81%)
- Novembro/25: R$ 68,16 (-0,68%)
- Janeiro/26: R$ 71,85 (-0,46%)
Na Bolsa de Chicago, os contratos também caíam no mesmo horário:
- Setembro/25: US$ 3,97 (-2,25 pontos)
- Dezembro/25: US$ 4,17 (-2 pontos)
- Março/26: US$ 4,34 (-2,25 pontos)
- Maio/26: US$ 4,44 (-2,25 pontos)
Encerramento da semana aponta estabilidade no Brasil e queda no exterior
Na última sexta-feira (25), os contratos futuros do milho na B3 encerraram em baixa, mas com oscilações limitadas. Mesmo com perdas pontuais no dia, os contratos de curto prazo acumularam ganhos semanais modestos. Os contratos de longo prazo, como os da safra 2026/27, fecharam em queda.
Na B3, os fechamentos foram:
- Setembro/25: R$ 65,64 (queda de R$ 0,14 no dia, mas alta de R$ 0,16 na semana)
- Novembro/25: R$ 68,58 (queda de R$ 0,20 no dia e alta de R$ 0,33 na semana)
- Janeiro/26: R$ 72,12 (queda de R$ 0,23 no dia e alta de R$ 0,15 na semana)
Já na CBOT, mesmo com leve alta diária — setembro subiu 0,82% e dezembro 0,84% — o milho acumulou queda de 2,20% na semana. A pressão veio da estabilidade climática nos EUA, do atraso em negociações comerciais e de tensões políticas envolvendo os principais parceiros comerciais.
Demanda global impede quedas mais acentuadas
Apesar do ambiente de instabilidade e da tendência de baixa no mercado externo, a demanda segue como um dos principais fatores de sustentação dos preços internacionais do milho. Compras pontuais por países como México e Coreia do Sul, além dos dados positivos de exportações dos EUA divulgados pelo USDA, ajudam a limitar as perdas.
No Brasil, a combinação de disputa interna e expectativa de valorização no segundo semestre traz esperança para os produtores, que devem agir com cautela e planejamento estratégico para atravessar esse período de incertezas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.
A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.
A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.
Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.
A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.
As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.
As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.
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