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Milho recua em Chicago e despenca na B3 sob pressão de safra robusta nos EUA e expectativa de maior oferta na América do Sul

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Os preços do milho iniciaram esta quinta-feira (11) em queda nos mercados internacionais e nacionais, refletindo um cenário de ampla oferta global, boas condições climáticas nas principais regiões produtoras e expectativas em torno do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros operaram com leves recuos durante a manhã, pressionados principalmente pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Já na B3, os contratos futuros encerraram o pregão anterior em forte baixa, diante da perspectiva de aumento da produção na América do Sul e do avanço da segunda safra brasileira.

Condições favoráveis das lavouras nos EUA pressionam cotações

O mercado internacional segue atento ao desenvolvimento da safra norte-americana. As previsões climáticas indicam chuvas em importantes áreas agrícolas do Meio-Oeste dos Estados Unidos, favorecendo o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com os dados mais recentes do USDA, 67% das áreas cultivadas com milho nos Estados Unidos foram classificadas em condições boas ou excelentes, percentual estável em relação à semana anterior. Além disso, 86% da safra já havia emergido até o início desta semana, avanço significativo frente aos 76% registrados anteriormente e em linha com a média histórica dos últimos cinco anos.

Diante desse cenário, os contratos futuros registraram pequenas perdas. O vencimento julho foi negociado próximo de US$ 4,17 por bushel, enquanto setembro operou ao redor de US$ 4,26. Os vencimentos dezembro e março também apresentaram recuos moderados.

Cobertura de posições vendidas limita perdas em Chicago

Apesar da pressão exercida pelas boas perspectivas para a safra dos Estados Unidos, o mercado encontrou suporte técnico por meio da cobertura de posições vendidas por parte dos investidores.

Os agentes buscaram reposicionar suas carteiras antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, considerado um dos principais indicadores para a formação de preços agrícolas globais.

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Outro fator que contribuiu para limitar as perdas foi a valorização do petróleo no mercado internacional, movimento que costuma favorecer os biocombustíveis e, consequentemente, a demanda por milho destinado à produção de etanol.

Ao final do pregão anterior, os contratos mais próximos registraram comportamento misto. O vencimento julho encerrou cotado a US$ 4,19 por bushel, enquanto setembro fechou próximo de US$ 4,28.

Mercado monitora demanda por etanol e projeções do USDA

A demanda da indústria de etanol segue no radar dos operadores. Dados da Administração de Informação de Energia (AIE) dos Estados Unidos mostraram que a produção permaneceu estável na semana encerrada em 5 de junho, em 1,108 milhão de barris por dia.

Os estoques de etanol apresentaram leve redução, passando de 24,6 milhões para 24,5 milhões de barris. Já as exportações cresceram quase 15% no período, alcançando 155 mil barris.

Paralelamente, analistas consultados por agências internacionais projetam que o USDA poderá ajustar ligeiramente para baixo a produção norte-americana de milho na temporada 2026/27, estimada em 15,991 bilhões de bushels. Ainda assim, o volume continua elevado e reforça a perspectiva de oferta confortável para o mercado global.

B3 registra forte queda diante de expectativa de safra maior

No mercado brasileiro, a cautela predominou entre compradores e vendedores. A expectativa de que o USDA amplie suas projeções para as safras de milho do Brasil e da Argentina contribuiu para pressionar os preços futuros negociados na B3.

O contrato com vencimento em julho fechou a R$ 64,62 por saca, acumulando perdas tanto no dia quanto na semana. Setembro encerrou a R$ 66,85 por saca, enquanto novembro terminou cotado a R$ 70,36.

Segundo analistas de mercado, a perspectiva de maior disponibilidade de milho nos próximos meses reduz o apetite comprador e aumenta a pressão sobre os preços, especialmente em um momento de avanço da colheita da segunda safra brasileira.

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Mercado físico segue lento no Sul e Centro-Oeste

Nas principais regiões produtoras do país, a comercialização continua em ritmo moderado.

No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais, com indicações variando entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca. A menor pressão de venda e a necessidade de reposição de estoques oferecem sustentação aos preços, embora a demanda permaneça cautelosa.

Em Santa Catarina, a diferença entre as pedidas dos vendedores e as ofertas dos compradores continua limitando o fechamento de negócios. As indicações giram em torno de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda trabalha próxima de R$ 60,00.

No Paraná, o mercado permanece travado, mesmo diante das boas condições da segunda safra. Dados do Deral indicam que 79% das lavouras apresentam condição considerada boa, reforçando as expectativas de uma produção significativa.

Já em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca. O aumento da oferta disponível, associado aos elevados estoques e à postura cautelosa dos compradores, continua limitando reações mais consistentes nas cotações.

Oferta abundante mantém pressão sobre o mercado

O mercado global de milho atravessa um momento de forte influência dos fundamentos de oferta. As condições favoráveis das lavouras norte-americanas, o avanço da safrinha brasileira e a expectativa de maior produção na América do Sul mantêm o viés de pressão sobre os preços.

Ao mesmo tempo, os investidores acompanham atentamente os próximos relatórios do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de produção, estoques e demanda para a safra 2026/27, fatores decisivos para o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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