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Ministro André de Paula e representantes da Abrafrutas debatem avanços para a fruticultura brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se, nesta quarta-feira (27), com representantes da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) para discutir prioridades da cadeia produtiva da fruticultura brasileira. O encontro foi realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF).

Durante a reunião, foram debatidas pautas estratégicas para o setor, como a abertura de novos mercados para as frutas brasileiras, defesa fitossanitária, ampliação do número de fiscais agropecuários em portos e aeroportos, seguro rural e o Certificado Fitossanitário Eletrônico (ePhyto), ferramenta que vem contribuindo para modernizar e agilizar a logística das exportações.

O ministro André de Paula enfatizou a importância do diálogo permanente entre o governo federal e o setor produtivo. “Essa pauta é muito importante. O canal de diálogo entre o Ministério da Agricultura e o setor produtivo segue aberto e fortalecido”, evidenciou.

O ministro também ressaltou os avanços promovidos pela modernização dos sistemas fitossanitários, especialmente por meio do ePhyto, apontado pelo setor como uma das principais melhorias para a logística das exportações de frutas brasileiras. “Foi uma decisão importante manter uma equipe técnica preparada e em interlocução permanente com os setores produtivos. Isso permitiu ganhar tempo e fortalecer ainda mais essa relação de parceria”, disse.

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O presidente da Abrafrutas, Waldyr Sérgio, destacou a relevância da fruticultura para a economia nacional, especialmente na geração de empregos e no desenvolvimento regional. “A fruticultura representa uma grande parcela da mão de obra do agro brasileiro. É um setor que gera emprego qualificado, sobretudo para mulheres, e transforma regiões inteiras por meio da produção e exportação”, afirmou.

Os representantes da associação também ressaltaram o desempenho das exportações brasileiras do setor. Em 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, as exportações de frutas, incluindo nozes e castanhas, ultrapassaram US$ 1,57 bilhão.

Durante o encontro, também foi destacado o exemplo de Petrolina (PE) como referência nacional em produção irrigada e exportação de frutas.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Etanol no Centro-Sul cresce em 2026: demanda interna forte, mix favorece biocombustível e CBios avançam no Brasil

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O setor sucroenergético do Centro-Sul registrou avanço relevante na comercialização de etanol na segunda quinzena de abril da safra 2026/27, impulsionado pela maior competitividade do biocombustível frente à gasolina, aumento da demanda interna e maior ritmo de operação das usinas.

De acordo com dados consolidados do setor, o volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras em abril atingiu 2,74 bilhões de litros, sendo 985,68 milhões de litros de etanol anidro e 1,76 bilhão de litros de etanol hidratado.

No mercado doméstico, o desempenho também foi positivo. O volume médio diário comercializado cresceu 15,26% em relação a março, totalizando 1,75 bilhão de litros no mês. Na segunda quinzena de abril, as vendas atingiram 91,2 milhões de litros por dia útil, alta de 26,1% frente ao início do período analisado.

Etanol ganha competitividade e amplia participação no consumo de combustíveis

O aumento da demanda também foi confirmado pelos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em abril, o Brasil consumiu 1,83 bilhão de litros de etanol hidratado, enquanto a participação do biocombustível na frota leve chegou a 24,6%, acima dos 23,2% registrados em março.

Em São Paulo, principal mercado consumidor do país, a participação do etanol hidratado atingiu 44%, o maior nível desde fevereiro de 2025.

Segundo o diretor de Inteligência Setorial, Regulação e Competitividade da UNICA, Luciano Rodrigues, o cenário reflete a competitividade do biocombustível nas bombas.

“A diferença entre o preço do etanol hidratado e da gasolina está em 64,5% na média nacional, chegando a 61,7% em São Paulo. Isso garante uma alternativa real de economia e descarbonização ao consumidor brasileiro”, afirmou.

Dados da ANP mostram ainda que, na semana de 17 a 23 de maio de 2026, o etanol foi economicamente mais vantajoso que a gasolina em 232 dos 387 municípios analisados.

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Moagem avança e número de usinas em operação cresce no Centro-Sul

Na segunda quinzena de abril, o Centro-Sul processou 40,06 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume muito superior ao registrado no mesmo período da safra anterior.

No acumulado até 1º de maio, a moagem somou 60,46 milhões de toneladas, indicando ritmo acelerado de processamento na safra 2026/27.

O número de unidades produtoras em operação também aumentou, com 238 usinas ativas na região. Desse total, 219 são unidades de cana, 10 produzem etanol de milho e 9 são usinas flex.

A qualidade da matéria-prima apresentou melhora significativa. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 116,89 kg por tonelada na segunda quinzena de abril, alta de 6,34% em relação ao ciclo anterior. No acumulado da safra, o indicador chegou a 112,58 kg por tonelada, avanço de 5,40%.

Produção de etanol cresce mais de 70% e mix favorece biocombustível

A produção industrial também reforça o momento positivo do setor. Na segunda metade de abril, a fabricação de açúcar totalizou 1,80 milhão de toneladas, enquanto o foco das usinas seguiu majoritariamente voltado ao etanol.

Na quinzena, 59,66% da cana processada foi destinada à produção de etanol, acima dos 54,31% registrados no ciclo anterior. No acumulado da safra, o mix alcançou 61,84%, ante 54,77% na safra 2025/26.

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Como resultado, a produção de etanol na segunda quinzena de abril chegou a 2,04 bilhões de litros, sendo 1,41 bilhão de hidratado e 628,64 milhões de anidro.

No acumulado da safra, a produção total de etanol cresceu 71,84%, alcançando 3,29 bilhões de litros.

O etanol de milho também ganhou espaço, representando 19,25% da produção na quinzena, com 392,48 milhões de litros. No acumulado do ciclo, o volume chegou a 804,42 milhões de litros, alta de 12,21%.

Mercado de CBios avança e reforça compromisso com descarbonização

No programa RenovaBio, dados da B3 até 25 de maio mostram que foram emitidos 16,93 milhões de CBios em 2026 pelos produtores de biocombustíveis.

O volume disponível para negociação, somando emissores, parte obrigada e agentes não obrigados, totaliza 26,79 milhões de créditos de descarbonização.

Com a soma dos CBios disponíveis e os já aposentados para cumprimento da meta de 2026, o setor já dispõe de cerca de 66% dos créditos necessários para o atendimento integral das exigências do programa até o fim do ano.

O desempenho reforça o papel do etanol como vetor estratégico da transição energética no Brasil, ao mesmo tempo em que amplia a relevância do setor sucroenergético na agenda de sustentabilidade e competitividade do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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