AGRONEGOCIOS
Ministro André de Paula participa da entrega de moradias para pescadores e pescadoras artesanais de Alagoas
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O ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula, participou, nesta terça-feira (24/03), da cerimônia simultânea de entrega de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, realizada no município de São Brás (AL). Na ocasião, foram entregues 50 unidades habitacionais destinadas a famílias de pescadores e pescadoras artesanais, beneficiando diretamente cerca de 200 pessoas.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de Brasília (DF), com participação remota das demais localidades. Ao todo, foram entregues 2.215 moradias nos municípios de São Brás (AL), Santarém (PA), Dias d’Ávila (BA) e Rio Largo (AL).
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou o significado da casa própria na vida das pessoas: “Uma casa é um sonho. É onde as pessoas vão criar seus filhos. É uma das coisas mais extraordinárias que podemos fazer. A educação dos filhos e a casa própria são duas coisas fundamentais na vida de um casal. Até o final do ano, serão entregues mais moradias para os brasileiros e brasileiras”, destacou.
O ministro André de Paula celebrou a conquista da casa nova para pescadores, pescadoras e marisqueiras de São Brás. “Nós estamos aqui, às margens do rio São Francisco, no sertão, vivendo um dia muito especial. Essas casas estão sendo entregues a pescadores e pescadoras. Nosso governo cuida das pessoas, e estamos cuidando dos brasileiros em todos os lugares do país”, afirmou.
Sob a gestão do Ministério das Cidades, o Minha Casa, Minha Vida Rural tem como objetivo garantir moradia digna a agricultores familiares, extrativistas, pescadores e povos de comunidades tradicionais. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, as obras do programa foram retomadas em 2023. “Retomamos todas as obras, e o dia de hoje sintetiza o que construímos nos últimos anos. Os brasileiros têm que ter direito à casa própria. Vamos chegar ao final de 2026 com 3 milhões de sonhos realizados”, afirmou.
A pescadora beneficiada, Rita de Cássia, relatou que, há nove anos, buscava a casa própria. “A necessidade de ter uma casa surgiu quando tive meu filho. Sou pescadora e vivo da pesca há cinco anos. Gostei da casa e estou muito feliz por realizar meu sonho de ter uma moradia”, afirmou.
Entrega em São Brás
O município de São Brás possui cerca de 8 mil habitantes e forte vínculo com a pesca artesanal, reunindo aproximadamente 1.500 pescadores que dependem diretamente do rio São Francisco para sua subsistência. Ao todo, 42 famílias receberam as casas sem custo, enquanto 8 famílias contribuíram com R$ 750,00 (1% do valor). As moradias foram entregues completas e prontas para uso. A iniciativa promove inclusão social, segurança habitacional e melhoria direta nas condições de vida da comunidade.
O empreendimento foi viabilizado por meio de parceria entre a Prefeitura de São Brás, responsável pela doação do terreno, a Colônia de Pescadores Z-36, a Associação de Produtores (ASPLESB) e a Confederação Nacional da Pesca e Aquicultura.
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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