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Ministro André de Paula participa de agenda sobre reconstrução do Rio Grande do Sul
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Em Porto Alegre, nesta quinta-feira (7), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia “Governo do Brasil do lado do povo gaúcho: 2 anos de reconstrução do Rio Grande do Sul”. O evento teve como objetivo acompanhar o andamento das ações de reconstrução no estado, bem como formalizar a autorização para o início de novas obras financiadas com recursos do Governo Federal em municípios atingidos pelas enchentes de abril e maio de 2024.
A agenda contou com a participação de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, e o ministro das Cidades, Vladimir Lima, além de prefeitos e demais representantes institucionais.
Durante o evento, foi apresentado um balanço consolidado das ações federais executadas ao longo dos últimos dois anos no Rio Grande do Sul, com destaque para iniciativas de reconstrução, retomada econômica e apoio direto à população atingida.
O ministro André de Paula destacou os investimentos na modernização do sistema de monitoramento meteorológico conduzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no estado. A iniciativa inclui a instalação de 98 novas estações meteorológicas automáticas, ampliando a capacidade de previsão climática e emissão de alertas antecipados para eventos extremos, como chuvas intensas, enchentes e estiagens. A medida contribui diretamente para o fortalecimento da atuação da Defesa Civil e para a prevenção de desastres, além de apoiar o setor agropecuário no planejamento de plantio, irrigação e manejo de culturas.
“Há um esforço grande do Governo Federal para avançar na modernização do nosso sistema de monitoramento meteorológico. Posso dizer, com muita alegria, que o Rio Grande do Sul é o primeiro estado do Brasil completamente coberto, sem vazios. Isso é fruto da importância de apoiar todos os setores da economia – comércio, serviços, portos, aeroportos e, sobretudo, a agricultura – com informação fidedigna”, afirmou.
O ministro também destacou o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa estruturada para apoiar a recuperação da capacidade produtiva em regiões afetadas por eventos climáticos extremos. “Também quero destacar o esforço que fizemos com máquinas por meio do Promaq, criado em função do que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul. Graças à atuação da bancada federal, já entregamos 500 máquinas ao estado. São esforços que se somam e demonstram o compromisso claro e permanente do Governo Federal de estar ao lado do povo gaúcho”, disse.
Na ocasião, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou a criação do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (FIRECE), instituído em dezembro de 2024. O fundo destina recursos para obras estruturantes de prevenção e mitigação de desastres. “Por meio do FIRECE, o Governo Federal destinou R$ 6,5 bilhões para grandes intervenções voltadas à requalificação e recuperação dos sistemas de proteção contra cheias nas bacias hidrográficas mais afetadas, beneficiando diretamente 16 municípios”, destacou.
O governador Eduardo Leite enfatizou a importância da integração entre as iniciativas de monitoramento meteorológico e hidrológico. Segundo ele, o estado vem ampliando sua rede de estações hidrometeorológicas e investindo em estudos técnicos, como levantamentos batimétricos, topográficos e modelagens hidrodinâmicas, com o objetivo de aprimorar a capacidade de diagnóstico, planejamento territorial e emissão de alertas mais precisos. “Essas ações permitem identificar áreas de vulnerabilidade e orientar intervenções estruturais, contribuindo para reduzir riscos e aumentar a resiliência do estado frente a eventos climáticos extremos”, afirmou.
Após a apresentação do balanço das ações, a segunda etapa do evento foi marcada pela autorização para o início de novas obras em mais de dez municípios gaúchos, com foco na reconstrução de infraestrutura urbana e na ampliação da resiliência das cidades.
Desde o início das ações emergenciais, mais de R$ 89 bilhões em recursos federais foram destinados ao estado e aos municípios do Rio Grande do Sul, dos quais 94% já foram executados. Os investimentos abrangem diversas frentes, incluindo assistência social, habitação, defesa civil, infraestrutura, saúde, educação, apoio econômico e ações de prevenção de desastres.
No âmbito do FIRECE, foram formalizados contratos de repasse e ordens de serviço que totalizam R$ 5,4 bilhões, destinados ao fortalecimento dos sistemas de proteção contra cheias. Entre as iniciativas, destaca-se a autorização para a primeira etapa das obras do canal de drenagem no município de São Leopoldo, além da formalização de termos de compromisso com o governo estadual para intervenções em sistemas de prevenção de enchentes em áreas como o Arroio Feijó, a Bacia do Rio Gravataí, Eldorado do Sul e a Bacia do Rio dos Sinos.
Na área habitacional, mais de mil unidades do programa Minha Casa, Minha Vida tiveram autorização para início das obras. Ao todo, 22 municípios serão contemplados com a construção de 540 unidades habitacionais, no valor de R$ 72 milhões. Adicionalmente, contratos no valor de R$ 126 milhões viabilizam a construção de 632 moradias na modalidade Reconstrução, destinada a famílias que perderam suas residências nas enchentes de 2024.
Por meio do Novo PAC, também foram autorizadas obras de urbanização da Comunidade Steigleder, em São Leopoldo, além de intervenções em saneamento no município de Pinhal e ações de regularização fundiária de interesse social em Caxias do Sul, beneficiando centenas de famílias.
Com informações da Casa Civil
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Produtor tem até o dia 30 para entregar declaração do ITR e evitar multa
Proprietários e possuidores de imóveis rurais têm até as 23h59 de 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 50, além de possíveis dificuldades para comprovar a regularidade fiscal da propriedade.
A obrigação alcança pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais. Também precisam declarar usufrutuários, condôminos e contribuintes que tenham perdido a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data da entrega, inclusive em casos de transferência ou incorporação da área ao patrimônio do expropriante.
As situações de imunidade e isenção previstas na legislação permanecem fora da obrigatoriedade. Como o enquadramento depende das características do imóvel, da área e da forma de exploração, o produtor deve confirmar se a propriedade atende aos requisitos antes de deixar de apresentar a declaração.
A principal mudança em 2026 está no canal de entrega. Todas as pessoas jurídicas, independentemente do tamanho do imóvel, e as pessoas físicas com propriedades superiores a 100 hectares devem utilizar obrigatoriamente o serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal.
O acesso exige conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro e pode ser realizado por computador, celular ou tablet. O próprio contribuinte pode entregar a declaração ou autorizar um procurador digital.
A plataforma reúne os imóveis vinculados ao mesmo contribuinte, recupera dados cadastrais, permite preencher e transmitir declarações, consultar recibos e fazer retificações. Quem possui várias propriedades também pode importar e enviar declarações em lote.
Pessoas físicas com imóvel rural de até 100 hectares podem escolher entre o serviço digital e o Programa ITR 2026 instalado no computador. Essa alternativa não está disponível para pessoas jurídicas nem para pessoas físicas com áreas superiores a 100 hectares.
A Receita Federal recomenda verificar os dados cadastrais da propriedade antes da transmissão. Informações incorretas sobre área, utilização do imóvel, atividades produtivas e áreas ambientais podem provocar divergências, cobrança adicional de imposto ou necessidade de retificação.
Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou informação inexata depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado um procedimento de fiscalização. A nova declaração substitui integralmente a anterior.
O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago de uma única vez até 30 de setembro. Valores a partir de R$ 100 podem ser divididos em até quatro parcelas mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. A primeira parcela também vence no último dia do prazo.
Na versão web, o pagamento pode ser realizado por Pix, transferência eletrônica disponível, cartão de crédito ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Eventuais encargos cobrados pela instituição financeira ou operadora do cartão devem ser observados pelo contribuinte.
A entrega em atraso gera multa de 1% por mês ou fração, calculada sobre o imposto devido. O valor mínimo da penalidade é de R$ 50, mesmo quando o imposto apurado for menor.
Além da multa, a pendência pode dificultar a emissão de certidões e a comprovação da regularidade fiscal do imóvel. Essa documentação costuma ser analisada em operações de crédito rural, financiamentos, garantias, compra e venda e transferência da propriedade.
Em 2025, a Receita Federal recebeu quase 6 milhões de declarações dentro do prazo. Com a proximidade do encerramento do período de entrega, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, principalmente para quem ainda precisa aumentar o nível da conta gov.br, corrigir dados cadastrais ou reunir informações sobre a propriedade.
Fonte: Pensar Agro



