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Ministro Carlos Fávaro e presidente da Petrobras debatem integração entre agro e energia para impulsionar o desenvolvimento do Brasil
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo debater a integração entre a Petrobras e a agropecuária como impulsionadores do desenvolvimento do Brasil.
“É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. É a relevância que o agro se tornou no Brasil, como ele é estratégico. E o inverso, a gente entende o agro pode, deve e vai ser importante para a Petrobras”, destacou o ministro da Carlos Fávaro.
Na ocasião, foi apresentado que a empresa se aproxima do agronegócio em três frentes distintas: originação de matérias-primas, polos de venda e venda direta para grandes consumidores.
A presidente da Petrobras evidenciou que a estratégia da estatal para os próximos anos passa pela integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil é um futuro em que o agronegócio e o setor petrolífero caminham juntos. São dois dos principais motores da nossa economia e precisam se complementar”, afirmou Magda Chambriard.
A empresa tem buscado a ampliação no Centro Oeste e MATOPIBA, regiões que tem vocação natural para a produção agrícola com disponibilidade de terras agriculturáveis e clima favorável â produção agrícola. A demanda do agronegócio nestas regiões mais que dobrou sua demanda de diesel nos últimos anos.
Também foi ressaltado que há oportunidades para expansão do transporte dutoviário e ferroviário, além de possibilidades de escoamento de produção e incremento na produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel.
Com iniciativas existentes em produtos renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, a Petrobras se aproximou do agronegócio para a originação de matérias-primas para a produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) que consiste em um biocombustível avançado, produzido a partir de óleos vegetais (como soja, palma) ou gorduras animais, tratados com hidrogênio e do Sustainable Aviation Fuel (SAF) que consiste em um combustível sustentável de aviação, feito de matérias-primas renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas ou até lixo urbano.
O ministro Fávaro ressaltou que esta integração abrirá novas perspectivas para o Brasil. “Estamos abrindo uma série de oportunidades em um novo caminho que o mundo está trilhando: a produção de energia renovável, verde e limpa, que nasce da terra”, afirmou.
Ainda, foi exposto que existem acordos formados entre o Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para parcerias com cooperativas para ofertas produtos e assistência técnica aos consumidores finais. Além disso, produzem juntamente com a Embrapa e com Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) fertilizantes de eficiência aumentada para o uso de matérias primas alternativas.
A parceria entre o Mapa e a estatal no MATOPIBA iniciou em março deste ano, após reuniões técnicas em que foram identificadas oportunidades de atuação e ocorreu a articulação de uma operação de visita na região junto a associações e produtores rurais com o objetivo de ampliar ainda mais a atuação da Petrobras na região.
Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras reconhece a importância dessas iniciativas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos foram necessários para valorizar o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, reforçou.
Participaram do encontro o corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; o gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; o gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.
Informações à imprensa
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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