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Ministro Carlos Fávaro integra comitiva do presidente Lula em missão oficial à China
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Após concluir missão oficial em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, segue para Pequim, onde integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita de Estado à China, nos dias 12 e 13 de maio. A programação inclui uma série de compromissos estratégicos, como a participação no IV Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), o Seminário Empresarial Brasil–China e a assinatura de atos de cooperação bilateral.
A comitiva brasileira é formada por ministros, autoridades e cerca de 200 empresários dos mais diversos setores.
A agenda do ministro Fávaro inclui ainda reuniões bilaterais e encontros com autoridades chinesas.
Um dos temas prioritários levados pelo ministro à missão é a busca por sincronismo na aprovação de biotecnologias. A demanda, segundo Fávaro, é estratégica para o setor. “O presidente Lula perguntou qual era o pleito mais relevante para a agropecuária brasileira, e eu levei essa proposta. É uma demanda brasileira há algum tempo, visto que o país é referência mundial na área, com decisões baseadas na ciência”, explicou Fávaro.
A China é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil, liderando tanto nas exportações quanto nas importações.
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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea
Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.
O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.
Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso
De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.
O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.
Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.
Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.
Preço mínimo para cobrir os custos
Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.
Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.
O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.
Soja também terá aumento nos custos de produção
Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.
Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.
Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:
- Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
- Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.
Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.
As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.
Crédito restrito preocupa produtores
Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.
Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.
Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.
Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.
Algodão apresenta redução nos custos
Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.
O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.
A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:
- Manutenção de máquinas e equipamentos;
- Operações mecanizadas;
- Defensivos agrícolas.
Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.
Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas
Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.
Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.
Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

