AGRONEGOCIOS
Feira de Negócios da Coocafé destaca protagonismo feminino e sucessão familiar no campo
AGRONEGOCIOS
Feira movimenta o agro nas Matas de Minas e no Espírito Santo
Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, o município de Lajinha será palco da 14ª edição da Feira de Negócios da Coocafé, um dos principais eventos voltados ao agronegócio nas regiões das Matas de Minas e Montanhas do Espírito Santo. Este ano, o tema central do evento é “O Futuro ESG é Feminino”, destacando a liderança das mulheres no setor e promovendo discussões sobre questões ambientais, sociais e de governança.
Sindicato reforça a importância da sucessão familiar no campo
Pelo segundo ano consecutivo, o Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha, presidido por Júlio Maria Hybner Guimarães, participa da feira com um estande institucional. A entidade leva ao evento uma programação voltada à sucessão no meio rural, com o tema “Meu avô plantou, meu pai cuidou, eu inovo”. A proposta é valorizar as histórias familiares, incentivar a permanência dos jovens no campo e estimular a inovação na atividade agropecuária.
Espaço com painéis, rodas de conversa e oficinas do Senar
A programação do estande contará com painéis temáticos, relatos de superação, rodas de conversa com famílias rurais e histórias que ressaltam o protagonismo feminino no agronegócio. Jovens e mulheres do campo terão espaço para compartilhar suas vivências e destacar a força da presença feminina no setor. Além disso, o Sindicato promoverá oficinas do Senar Minas durante os dias da feira.
Estrutura da feira e participação de expositores
O evento será realizado no Pátio do Armazém Coocafé Areado, com funcionamento das 8h às 18h na quinta e sexta-feira, e das 8h às 12h no sábado. A feira contará com cerca de 50 expositores, que apresentarão soluções inovadoras para o dia a dia do produtor rural, reforçando a conexão entre tradição e tecnologia no campo.
Cafeicultura é destaque em Lajinha
A principal atividade agropecuária de Lajinha é a cafeicultura, que movimenta mais de 7 mil trabalhadores rurais distribuídos em 1.867 estabelecimentos, conforme dados do último Censo Agropecuário. O Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha atua fortemente nesse segmento por meio de cursos de capacitação e da atuação de três grupos do Programa ATeG Café+Forte, voltado à assistência técnica e gerencial.
Compromisso com o futuro do agro
A presença do Sindicato na Feira de Negócios da Coocafé reforça seu compromisso com a valorização dos produtores rurais, o desenvolvimento de jovens e mulheres no campo, e a promoção de um agronegócio sustentável e inovador.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro



